
A performance da montadora, única das três grandes norte-americanas que escapou de uma concordata este ano e dispensou recursos do governo, foi a primeira positiva desde o início de 2008 e causou surpresa.
“O resultado mostra claramente que a Ford está fazendo enorme progresso, apesar da queda prolongada da economia global,” disse o presidente e CEO, Alan Mulally, ressaltando a importância da nova linha de produtos.
O setor automotivo relatou lucro operacional antes dos impostos de US$ 446 milhões, comparado com a perda antes dos impostos de US$ 2,9 bilhões há um ano. A melhora reflete os preços favoráveis, as reduções de custos estruturais, custos menores de matérias-primas e maior participação de mercado aumentada, ofuscadas parcialmente pelo câmbio desfavorável e menores volumes de produção.
A receita automotiva mundial no terceiro trimestre foi de US$ 27,9 bilhões, US$ 100 milhões acima do valor de um ano atrás. As vendas totais de veículos no atacado somaram 1.232.000 unidades, contra 1.175.000 unidades um ano atrás.
Na América do Norte o lucro operacional antes dos impostos alcançou US$ 357 milhões, comparado com a perda de US$ 2,6 bilhões um ano atrás. A receita foi de US$ 13,7 bilhões (US$ 10,8 bilhões um ano atrás).
A Ford América do Sul, onde o Brasil representa 60% dos negócios, registrou lucro operacional antes dos impostos de US$ 247 milhões — quase metade do obtido no mesmo período de 2008, quando houve um lucro recorde de US$ 480 milhões. A queda foi explicada pelo câmbio desfavorável, primariamente no Brasil e na Argentina. A receita do terceiro trimestre foi de US$ 2,1 bilhões, abaixo dos US$ 2,7 bilhões de um ano atrás.