Segundo comunicado da fabricante americana, o lucro operacional de 2013 deve ficar em linha com os resultados de 2012, com maior participação nos Estados Unidos compensando as crescentes perdas na Europa. Apenas no continente europeu, a fabricante prevê perda de US$ 2 bilhões em 2013, acima do total de US$1,75 bilhão de 2012.
Na América do Sul, região na qual o Brasil detém cerca de 80% das vendas, a Ford fechou o ano de 2012 com lucro operacional de US$ 213 milhões (bem menor do que os USS 861 milhões de 2011) e faturamento de US$ 10,1 bilhões.
ÚLTIMO TRIMESTRE
A Ford teve um lucro operacional de quase US$ 1,7 bilhão de dólares nos três últimos meses de 2012, ou US$ 0,31 por ação, acima da estimativa média de analistas de US$ 0,25 por ação, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S. Esse resultado se compara a US$ 1,1 bilhão ou US$ 0,20 por ação, um ano antes.
“A equipe Ford apresentou resultados fortes, mais uma vez, ressaltando que o nosso plano One Ford está funcionando”, declarou o CEO da Ford, Alan Mulally. “Estamos bem posicionados para outro ano forte em 2013.”
O lucro líquido da fabricante no quarto trimestre ficou em US$ 1,2 bilhão, enquanto a receita subiu 5%, totalizando US$ 36,5 bilhões.
Na América do Norte, a montadora ganhou US$ 1,9 bilhão, US$ 1 bilhão a mais do que em 2011. As perdas na Europa somaram US$ 732 milhões, bem acima do prejuízo de US$ 190 milhões um ano antes.
Na América do Sul, o lucro operacional no trimestre foi de US$ 145 milhões e o faturamento, US$ 3,1 bilhões. Segundo a fabricante, novos produtos e o câmbio desfavorável no Brasil contribuíram para o resultado.
Para 2013, a Ford espera que os resultados na América do Sul se mantenham estáveis. Apesar do lançamento de novos modelos no ano, a competitividade na região e os riscos cambias, especialmente na Venezuela, podem impactar negativamente o desempenho da montadora. Em comunicado, a Ford diz que as ações do governo para incentivar a produção local e impulsionar a balança comercial estão gerando atritos comerciais entre os países da América do Sul e também com o México, resultando em instabilidade do ambiente de negócios e novas barreiras comerciais.