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Balanço

Ford: lucro líquido recua 6,5% no 1º trimestre

A Ford encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido 6,5% menor ao reportar US$ 924 milhões ou US$ 0,23 por ação sobre os US$ 989 milhões – US$ 0,24 por ação – de igual período do ano passado, aponta o balanço financeiro da companhia, divulgado na quarta-feira, 29. O lucro antes de impostos fechou em US$ 1,4 bilhão, aumento de 20,6%. Este foi o 23º trimestre consecutivo rentável, representando quase dois anos de resultados positivos, apesar das oscilações de valores.
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Redação AB

30 abr 2015

3 minutos de leitura

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Por outro lado, com vendas globais quase 12% menores, considerando a mesma base de comparação, para 1,56 milhão de unidades, a companhia viu sua receita diminuir 5,5%, para US$ 33,9 bilhões, dos quais US$ 31,8 bilhões são provenientes da divisão automotiva, 6,2% menos que há um ano. Mesmo com esse movimento, a margem operacional da divisão automotiva aumentou em 0,2 pontos porcentuais no período, para 3,6%.

No relatório, a montadora ressalta que o menor volume de vendas e, consequentemente, menor receita são reflexos do aumento da concorrência com um grande número de lançamentos, além do impacto da alta do dólar sobre a receita em diversos mercados internacionais.

Por regiões, a América do Sul apresentou o maior impacto negativo no lucro antes de impostos ao encerrar o primeiro trimestre com prejuízo de US$ 189 milhões, embora tenha diminuído exponencialmente as perdas com relação a igual período de 2014, quando a montadora anotou prejuízo de US$ 510 milhões. Em todo o ano passado, a Ford reportou prejuízo de US$ 1,16 bilhão na região, segundo o relatório. O volume de vendas caiu 2,8% no período, para 101 mil unidades, resultado do fraco desempenho no Brasil junto com a desvalorização das moedas locais frente ao dólar e um mix de produtos desfavorável, resultando em queda de 20% da receita na região, para US$ 1,5 bilhão.

Na América do Norte, o lucro antes de impostos reduziu 10,6%, passando de US$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2014 para US$ 1,3 bilhão neste último trimestre. O efeito do dólar mais alto no México e no Canadá também afetou negativamente a receita, que caiu 1,9%, para US$ 20 bilhões, embora o resultado tenha sido compensado em parte pelo mix mais favorável e pelo aumento de preço dos produtos. As vendas somaram 678 mil unidades, 5,4% abaixo do volume registrado há um ano.

A companhia também registrou prejuízo menor na Europa em comparação com o primeiro trimestre do ano passado, passando de US$ 194 milhões para US$ 185 milhões, enquanto as vendas subiram 2,4%, para 376 mil veículos. A receita teve queda de 11,5%, para US$ 6,9 bilhões.

Na Ásia Pacífico, houve queda expressiva de 64,6% do lucro antes de impostos, para US$ 103 milhões, principalmente por causa dos custos mais elevados em novos produtos e aumento da capacidade produtiva. As vendas subiram 4,5%, para 366 mil unidades na região, apesar disso, a receita recuou 11,5%, para US$ 2,3 bilhões. Na contramão de mercados mais maduros, as demais regiões entregaram resultados positivos, embora sejam muito menores em volume: o lucro antes de impostos subiu 46,2%, para US$ 79 milhões no Oriente Médio e África, embora as vendas tenham diminuído 7,8%, para 47 mil unidades, com receita 10% menor, para US$ 1,1 bilhão.