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Ford perde incentivos após reduzir produção de baterias de carros elétricos

Decisão da marca se deve à queda na demanda por veículos movidos a eletricidade nos EUA
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Vitor Matsubara

10 jul 2024

2 minutos de leitura

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O governo do estado de Michigan decidiu reduzir os incentivos concedidos à Ford após a montadora ter reestruturado seu plano de produção de baterias de carros elétricos. A fabricante reviu sua meta por causa da queda na demanda por veículos movidos a eletricidade nos Estados Unidos.


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A Ford está construindo uma fábrica para produzir baterias de ion-lítio de baixo custo fornecidas pela CATL, uma das maiores fabricantes deste tipo de componente no mundo.

O novo pacote de incentivos do Fundo Estratégico de Michigan prevê um valor máximo de US$ 409 milhões, bem menos do que o US$ 1,03 bilhão previsto inicialmente.

Em novembro, a Ford anunciou que reduziria a capacidade produtiva das baterias na futura fábrica de Marshall de 35 gigawatt por hora para 20 gigawatt por hora. O número de funcionários também caiu, passando de 2.500 para 1.700. 

A expectativa é que a planta comece a funcionar em 2026.

Uso de tecnologia da China causa polêmica

A fábrica virou a protagonista de uma polêmica por utilizar tecnologia chinesa.

Recentemente, o governo dos Estados Unidos decidiu combater o avanço das empresas da China com medidas protecionistas, como o aumento do imposto de importação para carros elétricos de 25% para 100%.

No ano passado, Mike Gallagher, político responsável pelo comitê da Casa Branca na China, advertiu a Ford para desistir do acordo firmado com o governo de Michigan, sob a alegação de que aceitar subsídios para o projeto seria uma postura “antiética”. 

A montadora ignorou Gallagher e reiterou que a futura fábrica vai criar centenas de empregos nos Estados Unidos.

“Estamos rapidamente ajustando nossas operações de manufatura para nos adequar à demanda dos clientes, e o Fundo Estratégico de Michigan está revisando sua oferta de incentivos da forma apropriada”, afirmou Tony Reinhart, diretor de relações governamentais da Ford.

Em janeiro, a Ford anunciou que reduziria o volume de produção da F-150 Lightning, abrindo espaço para a criação de um novo turno de produção em Michigan para aumentar a produção dos modelos Bronco e Ranger movidos a gasolina.