As perspectivas refletem a aposta da Ford em continuar a crescer ao mesmo tempo em que se prepara para a possível aposentaria de seu CEO, Alan Mulally. Frente à pressão para baixar os preços dos veículos que estão saindo de linha quando novos estão a caminho, a montadora alega haver elevação dos custos, principalmente em fábricas onde haverá adaptações para receber os modelos atualizados em linha de montagem.
“Em 2014, estamos investindo em todo o mundo para apoiar os lançamentos previstos para o próximo ano, mas também para impulsionar o crescimento rentável para além de 2014, bem como para atender mais clientes em mais mercados e em mais segmentos”, disse em nota o CFO Bob Shanks.
O executivo acrescentou que a receita da divisão automotiva deve crescer 10% este ano na comparação com o exercício anterior, para US$ 126,6 bilhões, valor que está em linha com o cálculo de 11 analistas ouvidos pela Bloomberg. Em sua projeção, a empresa revela que as margens do lucro global devem subir entre 8% e 9% até meados da década.
Por região, a Ford espera que o lucro (antes de impostos) em 2013 na América do Norte seja o maior em uma década, com margem operacional entre 9,5% e 10%, mas que em 2014 tende a declinar na região que receberá o maior volume de modelos novos, 16. Já os resultados na Europa devem melhorar, enquanto na Ásia-Pacífico, África e China prevê recorde em participação de mercado.
Na América do Sul, a empresa espera que os resultados de 2014 sejam aproximadamente os mesmos apresentados em 2013, gerando estabilidade. Novos modelos devem ainda responder por melhoras de mercado e rentabilidade no Brasil e na Argentina, melhorias estas que devem compensar a deterioração na Venezuela, com uma grande desvalorização da moeda local (bolívar), gerando uma diminuição de US$ 350 milhões no lucro da região.