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Ford quer melhorar seus carros para a terceira idade

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cria

22 dez 2011

3 minutos de leitura

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A metade superior da foto ao lado reproduz a visão normal e a inferior mostra o efeito do glaucoma, doença comum acima dos 50 anos.

Redação AB

A Ford se uniu à Universidade de Cambridge para compreender melhor problemas visuais decorrentes do envelhecimento. A equipe de Cambridge desenvolveu um simulador de diferentes deficiências visuais como glaucoma, catarata ou Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), todas com maior incidência a paritr dos 50 anos, e também daltonismo, que afeta o indivíduo desde o nascimento. A Ford tem utilizado o recurso para estudar e melhorar a leitura de informações dentro do carro.

“O sofware permite simular qualquer uma dessas deficiências. Você carrega uma imagem, seleciona uma das doenças e assim percebe com as pessoas com aquele problema a enxergariam”, disse Sam Waller, da Universidade de Cambridge, que desenvolveu o software.

“Mesmo no caso de degeneração macular, em que a perda da visão central acompanha o movimento do olho, o software simula esse efeito e permite que o usuário mova o “ponto cego” para ver seu efeito em diferentes partes da imagem”, afirma Waller.

O software possui um controle deslizante que permite mudar a gravidade da deficiência desde leve a muito grave. O software de Cambridge também tem sido usado para melhorar o desenho de celulares e para o ensino de design inclusivo em diversas universidades.

Com a idade, a capacidade de enxergar detalhes se deteriora, assim a visão noturna. Dessa forma, muitos motoristas podem ter dificuldade para ler o painel de instrumentos. Desde 1994, os engenheiros da Ford vem usando “simuladores da terceira idade” para entender melhor as dificuldades enfrentadas pelos motoristas mais velhos. Os recursos restringem a mobilidade, diminuem o tato e incluem óculos que imitam os efeitos da catarata.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 285 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de algum tipo de deficiência visual. Dessa população, cerca de 65% têm 50 anos e mais. Esse número tende a crescer com o aumento da expectativa de vida.