
A Ford doou duas picapes Ranger para o projeto que se iniciou há três anos. No teste, um dos veículos foi abastecido com diesel convencional, B5 (com 5% de biodiesel). O outro usou 100% biodiesel produzido a partir de azeite de dendê e óleo de cozinha no laboratório de energia e gás da universidade baiana. Segundo o professor da instituição de ensino, Ednildo Andrade Torres, o desempenho dos veículos foi positivo.
“Nunca antes havia sido feito um teste como este, inicialmente no laboratório e depois em campo, a 4,5 mil metros de altitude e depois no nível do mar”, disse o pesquisador. “A avaliação foi extremamente positiva, sem nenhum problema no percurso, o que mostra a qualidade e o desempenho não só das picapes como do planejamento executado pela equipe.”
Os pesquisadores esperavam uma diferença de 10% no rendimento dos combustíveis, mas a variação foi menor. A picape com B5 fez cerca de 10,7 km/l e a com B100, 10,3 km/l, queda de 3,7%. Durante a viagem foram recolhidas amostras de óleo do motor da Ranger.
“Após a chegada, os veículos estarão disponíveis para análises, pelas quais poderemos avaliar fatores como desempenho e desgaste de peças durante o percurso”, explica Leandro Benvenutti, especialista técnico em combustíveis e lubrificantes da Ford. “Nosso propósito ao apoiar a travessia foi puramente a pesquisa. A ideia é observar o comportamento do veículo com esse tipo de combustível (B100) e colher dados úteis para projetos futuros”, afirma Benvenutti.
Um dos objetivos do experimento é chamar a atenção para o potencial de ampliação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira e da utilização do biodiesel em diferentes proporções no setor de transportes. A Ford informa que vem testando a nova geração da picape Ranger com biodiesel. As picapes doadas à universidade (foto) eram de gerações anteriores.