
O lucro antes de impostos foi recorde em 2015 fechando em US$ 10,8 bilhões. No relatório de divulgado na quinta-feira, 28, a Ford afirma sua expectativa de repetir ou superar este resultado em 2016. O balanço também indica que os 53 mil trabalhadores do UAW (sindicato dos metalúrgicos nos Estados Unidos) terão seu maior bônus em participação de lucro, com uma média de US$ 9,3 mil.
As vendas de 6,63 milhões de veículos em todo o mundo subiram 5% com relação as de 2014, enquanto a receita do grupo aumentou 3,8%, para US$ 149,6 bilhões. As margens operacionais na divisão automotiva (que exclui operações do Banco Ford) cresceram 2,2 pontos porcentuais, para 6,8%, a maior desde 2001. O relatório destaca ainda que as margens foram as mais elevadas pelo menos desde a década de 1990.
“Prometemos um grande ano em 2015 e nós o entregamos”, disse o CEO da Ford, Mark Fields, em comunicado. “Em 2016 vamos continuar a desenvolver os nossos pontos fortes e acelerar ainda mais nosso ritmo para o progresso enquanto continuamos o processo de transformação da Ford tanto em uma empresa de automóveis quanto em uma empresa de mobilidade e criação de valor para todos os nossos acionistas”.
A Ford apurou receita de US$ 91,9 bilhões na América do Norte em 2015, alta de 11,5% no comparativo anual. O lucro antes de impostos ficou US$ 9,3 bilhões, 25% a mais do que em 2014. Com mais de 3 milhões de veículos, as vendas subiram 5,3%. Embora o mercado norte-americanas esteja se aproximando de um provável pico depois do novo recorde em 2015, a Ford não prevê uma queda acentuada nos próximos anos. Para o CFO e vice-presidente executivo, Bob Shanks, “o mercado norte americano permanecerá com os mesmos níveis de vendas ao longo deste ano e provavelmente até 2018”, disse ele. “Temos uma estrutura muito forte e robusta. Em último caso, se houver uma nova recessão, a Ford está muito bem e melhor preparada do que da última vez. Continuaremos a ser rentáveis, pagando nosso dividendo regular e a investir no negócio.”
Já na América do Sul a empresa continuou a ter prejuízo em 2015, de US$ 832 milhões, embora menor do que a perda de US$ 1,16 bilhão em 2014. O volume de vendas caiu 17%, para 381 mil unidades, das quais 236,7 mil foram entregues no Brasil, onde a marca verificou queda de 16,3% apesar do leve aumento na participação de mercado, para 10,2% (leia aqui).
Depois da América do Norte, a região mais rentável foi Ásia-Pacífico, onde a Ford registrou lucro recorde de US$ 765 milhões, sendo que mais da metade, US$ 444 milhões, vem do quarto trimestre devido ao forte crescimento na China. As vendas e a receita no continente ficaram praticamente estáveis, com mais de 1,46 milhão e US$ 10,7 bilhões.
Na Europa, a companhia voltou a ter lucro anual com resultado antes de impostos de US$ 259 milhões, revertendo o prejuízo de quase US$ 600 milhões em 2014. Também houve reversão de resultados no Oriente Médio e África, onde a empresa ganhou US$ 31 milhões contra perdas de US$ 20 milhões um ano antes.