
A marca do oval vai cortar na carne para assegurar seu plano de eletrificação a longo prazo. Quer dizer, vai cortar a carne dos outros. A Ford planeja demitir 8 mil funcionários para poder financiar seus próximos carros elétricos.
As informações são da agência de notícias Bloomberg. Segundo a publicação, a demissão em massa se concentraria na Ford Blue, a divisão recém-criada para desenvolvimento de motores a combustão tradicionais. Além disso, boa parte das dispensas ocorreria nos EUA, onde a montadora reúne 31 mil colaboradores.
Ford vai demitir para fazer caixa
A Ford tem planos de demitir essa quantidade de funcionários meses depois de iniciar uma reestruturação da empresa. Em março, a montadora criou duas divisões distintas: a Ford Blue, para veículos a combustão, e a Model E, para carros elétricos e eletrificados.
Na ocasião, a marca também revelou a meta de cortar US$ 3 bilhões em custos até 2026. A redução nas despesas seria uma forma de tornar a Ford Blue a divisão mais rentável do grupo. O objetivo é aumentar os gastos com EVs para US$ 50 bilhões e construir dois milhões de carros 100% elétricos até 2026 – no ano passado, a montadora havia estabelecido investimento de US$ 30 bilhões em eletrificação até 2025.
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“Como parte disso, estabelecemos metas claras para reduzir nossa estrutura de custos para garantir que sejamos enxutos e totalmente competitivos com os melhores do setor”, disse o CCO da Ford, Mark Truby, em comunicado à Bloomberg, sem dar detalhes sobre os possíveis cortes.
Vendas de carros elétricos da Ford
A Ford quer ser a segunda maior montadora de elétricos do mundo. As apostas começam pelo mercado norte-americano, onde a empresa dobrou, em janeiro, a produção da picapona elétrica F-150 Lightning, com metas de vender 150 mil unidades do modelo este ano. Em 2012, a marca negociou apenas 27.140 EVs nos EUA.
Esta não será a primeira demissão em massa recente na história da Ford. Há pouco mais de um ano, a empresa encerrou suas atividades industriais no Brasil, com a demissão de 5 mil funcionários em janeiro de 2021.