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Foxconn: indústria não pode parar por causa de “chip de 50 centavos”

A Foxconn, maior fabricante de componentes eletrônicos do mundo, anunciou nesta terça-feira (31) que pretende se tornar a primeira fabricante de veículos elétricos “a não sofrer com a falta de peças” que afeta a indústria. Conhecida por ser uma das principais fornecedoras da Apple, a empresa chinesa pretende lançar seus próximos carros em breve.
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Vitor Matsubara

31 mai 2022

2 minutos de leitura

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Fabricante de componentes pretende lançar carros elétricos em parceria com empresa de Taiwan

Os veículos devem levar a marca Foxtron, resultado de uma joint venture formada em novembro de 2020 entre a Foxconn e o Yulon Group, fabricante de automóveis com sede em Taiwan. “Um carro que custa dezenas de milhares de dólares não pode ser embarcado por causa de um chip minúsculo que custa cinquenta centavos. Isso vem sendo um problema e tanto para nossos clientes”, declarou Liu Young, chairman da Foxconn, durante encontro anual realizado com acionistas.

Foxconn acredita em estabilidade da indústria

A companhia chinesa também declarou que o segundo semestre de 2022 caminha “para uma melhor direção”, à medida em que as medidas de lockdown decretadas em Xangai deverão ser afrouxadas. O governo local permitiu que todos os habitantes em “áreas de baixo risco” retornem ao trabalho presencial a partir desta terça (31).

“Estamos bem confiantes na estabilidade de nossa cadeia de fornecedores na segunda metade do ano”, reforçiu Young.

Problemas na cadeia podem afetar resultados

A meta da Foxconn é conquistar por volta de 5% do mercado global de veículos elétricos até o fim de 2025. Para tanto, Young afirmou que a empresa espera ampliar sua capacidade produtiva de chips para veículos elétricos. Muitos destes carros, inclusive, utilizam pequenos circuitos integrados que são fundamentais para seu funcionamento.

Recentemente, a Foxconn revelou que os lucros de sua divisão de eletrônicos (que inclui o fornecimento de componentes para smartphones) pode despencar no quadrimestre por uma série de fatores. Entre eles estão a alta da inflação, a queda na demanda por peças (sobretudo a crise dos semicondutores) e os crescentes problemas com fornecedores devido ao lockdown chinês.

A empresa ressaltou que, embora o endurecimento nas regras contra a Covid-19 na China tenham impacto limitado na produção, já que os funcionários permaneceram confinados em um “ambiente controlado”, a demanda por produtos no mercado chinês foi afetada por conta das medidas que forçaram as pessoas a ficarem em suas casas.