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FPT avança na produção de motores em Campo Largo

“Temos capacidade ligeiramente inferior às necessidades da Fiat, nosso principal cliente no Brasil. No entanto, trabalhamos ininterruptamente em três turnos e dedicamos grande atenção à estabilidade de processo para não faltarem motores na produção da montadora” – disse Sérgio Hartman, diretor de manufatura da FPT Powertrain Technologies em Betim, a Automotive Business.
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paulo

22 jun 2009

3 minutos de leitura

O executivo, de 46 anos, tem a carreira associada à área de motores. Trabalhou na Iochpe Maxion a partir de 1986, deixando a empresa onze anos depois como diretor da Divisão Industrial. Foi para a Chrysler do Brasil, onde permaneceu até 2001.

Assumiu em 2001 o posto de diretor técnico da Tritec Motors, em Campo Largo, PR, fruto de uma joint venture entre BMW e Chrysler. Em 2008, quando a planta foi adquirida pela FPT – Powertrain Technologies passou a integrar a nova equipe como plant manager. Em maio de 2009 assumiu a Diretoria de Manufatura da FPT – Powertrain Technologies em Betim.

Além da permanente dedicação ao nível de produção na fábrica de Betim, onde o motor Fire abastece diretamente as linhas da Fiat Automóveis, Hartman está ocupado junto com o pessoal da engenharia na produção em pré-série dos motores 1.4 litro e 1.6 litro, adequados a partir dos projetos originais destinados à BMW. Aprovados para utilizar gasolina pura no mercado internacional, os propulsores vão ganhar versão flex em breve.

Midsize

João Irineu Medeiros, diretor de engenharia da FPT, mobiliza sua equipe também para desenvolver um motor midsize com o objetivo de substituir o atual 1.8 que a Fiat Automóveis recebe da General Motors, como herança da joint venture entre as duas montadoras. A empresa faz segredo desse projeto, mas pode tratar-se de um novo 1.8 litro ou de uma adequação do 1.9 litro produzido atualmente na Argentina para equipar o Linea.

Os novos 1.4 e 1.6 litro flex podem ter também uma versão turbo. Quando a FPT adquiriu a Tritec, o pacote não incluiu os direitos relativos a essa tecnologia, que está disponível na matriz italiana.

Novos clientes

Uma preocupação permanente da FPT é encontrar novos clientes para seus produtos. Franco Ciranni, diretor superintendente, não esconde a preocupação de buscar novas aplicações para os propulsores junto a empresas que não pertencem ao Grupo Fiat, responsável pela maior parte da receita com as compras da Fiat Automóveis, CNH e Iveco.

A aliança entre Fiat e Chrysler pode abrir as portas às exportações da FPT. “Nossos motores de Campo Largo oferecem padrão compatível com os projetos que serão desenvolvidos nos Estados Unidos pela joint venture” – admite Hartman, que tem intimidade com os programas da Chrysler.

Para atender as necessidades da Fiat Automóveis, a FPT recorre também à produção da fábrica na Argentina, que representa algo como cem mil unidades por ano. Os propulsores têm como destino a fábrica da Fiat em Córdoba, para Palio e Siena, e em Betim, MG.

Nas três unidades – Betim, Córdoba e Campo Largo – Hartman empenha-se em reduzir custos na produção. “Esse é o único caminho para ser competitivo em plano global” – explica o executivo, assegurando que há ainda muito espaço para melhorar a eficiência logística na interface entre clientes e fornecedores na região.

“É difícil obter commodities mais baratos. O preço é internacional. Mas conseguimos alterar o custo final da mão de obra sendo mais eficientes” – afirmou.