
Apesar do bom resultado, a produção total de peças em 2014 foi 3,9% menor do que no ano anterior, para 94,8 milhões de unidades.
“Enfrentamos e superamos um cenário adverso, alcançando, mesmo assim, um crescimento sustentado”, afirma o diretor-presidente da Fras-le, Daniel Randon, acrescentando que a orientação é de manter a postura nas operações, com rigoroso controle de custos, visando também a evolução nos principais indicadores econômicos, sociais e ambientais.
Em 2014, a Fras-le exportou US$ 94,2 milhões, 0,6% acima dos US$ 93,6 milhões registrados em 2013. Os países do Nafta foram o principal destino, com 53,9%, sendo que os Estados Unidos responderam pela maior parcela, de 43,4%. Os países da América do Sul absorveram 22% das exportações, com destaque para a Argentina, onde a Fras-le se manteve na liderança de vendas de peças de fricção tanto no fornecimento para as montadoras de veículos comerciais quanto para o mercado de reposição. A Europa consumiu 5,9% das exportações e a África, 7,5%.
O desempenho também é atribuído às ações pontuais da fabricante de componentes de fricção que pertence às Empresas Randon, como o intenso trabalho de redução dos custos operacionais na unidade de Pratville, no Alabama, Estados Unidos, ao mesmo tempo em que a empresa elevou sua produção e vendas de lonas de freio para veículos comerciais naquele mercado. Além dos EUA, a Fras-le mantém uma rede de vendas com estrutura comercial na China, Argentina, Alemanha, Dubai, Chile, México e África do Sul.
“Mesmo com a instabilidade econômica, estratégias de ações comerciais no mercado de reposição fizeram com que a atuação da companhia neste segmento fosse menos atingida equilibrando parte do resultado”, comenta o diretor de relações com investidores, Vanderlei Novello.
Em 2014 as aquisições de bens do ativo imobilizado somaram R$ 32,4 milhões. A principal parcela destes investimentos foi destinada à manutenção das operações. Comparado às estimativas de investimentos divulgadas em agosto do ano passado, a Fras-le optou por reduzi-los devido à instabilidade do cenário econômico no País.
Para 2015, a empresa focará no aumento de sua participação no exterior, principalmente na busca de novos mercados, tanto por meio das exportações bem como para a maior utilização de suas fábricas fora do Brasil. Por aqui, a empresa avalia o mercado de montadoras ainda com cautela, sem mensurar projeções, mas aposta em crescimento no mercado de reposição com relação a 2014.