Free Markets? Sim, mas não tanto!
Transcrevo o intróito de artigo de Michelle Donley em 20/9/08 no MarketWatch (http://www.marketwatch.com/m):
“Muitas perguntas foram respondidas esta semana. Quase tantas quanto, de fato, foram levantadas.
Por exemplo, nós agora sabemos que mercados livres, de longa data considerados como essenciais para o sucesso e domínio mundial do sistema financeiro americano, não são tão livres nem tão benéficos como alguns acreditavam. Parece também bem claro de que a idéia que os mercados podem auto policiar-se – defendida por uma longa lista de pesos pesados do nosso governo e das instituições nos últimos trinta anos – é facciosa.
Nós sabemos, também, que centenas de bilhões de dólares dos impostos, que pagamos, serão agora usados para ajudar a limpar o estrago feito por uns poucos bancos, excessivamente pagos e confiantes em demasia.
E nós sabemos que isso foi bem menos do que a limpeza custaria se o governo não tivesse interferido nesta semana, para fazer uma série de mudanças radicais na maneira que o nosso capitalismo opera.
Pelo menos nós achamos que agora sabemos disso.”
Quando uma jornalista americana escreve o que ressaltei em negrito, sem se revoltar pela estatização da AIG, da Fanny Mae e do Freddy vejo tremerem as bases do pensamento liberal que vem sendo dado como a fórmula certa para a economia mundial e, particularmente, a brasileira também. Por anos tem-se advogado a privatização total da economia e a liberdade dos mercados. Mas a verdade é que, na hora em que apertam as coisas, os mercados e suas instituições vão com pires na mão pedir socorro ao Todo Poderoso governo.
Tanto lá como cá o capitalismo, dito selvagem, sabe vestir uma pele de ovelha e entrar na fila dos famintos a implorar por uma ajudinha…
Acho que está na hora das agencias reguladoras aprimorarem mais seus controles dos mercados, em especial o bancário, para que os que arriscam demais sejam punidos antes de liquidarem a poupança dos investidores ou sugarem o dinheiro dos impostos. E que aos Governos caiba apenas o papel de Pilatos…
[email protected]
www.hugoferreira.com.br
“Muitas perguntas foram respondidas esta semana. Quase tantas quanto, de fato, foram levantadas.
Por exemplo, nós agora sabemos que mercados livres, de longa data considerados como essenciais para o sucesso e domínio mundial do sistema financeiro americano, não são tão livres nem tão benéficos como alguns acreditavam. Parece também bem claro de que a idéia que os mercados podem auto policiar-se – defendida por uma longa lista de pesos pesados do nosso governo e das instituições nos últimos trinta anos – é facciosa.
Nós sabemos, também, que centenas de bilhões de dólares dos impostos, que pagamos, serão agora usados para ajudar a limpar o estrago feito por uns poucos bancos, excessivamente pagos e confiantes em demasia.
E nós sabemos que isso foi bem menos do que a limpeza custaria se o governo não tivesse interferido nesta semana, para fazer uma série de mudanças radicais na maneira que o nosso capitalismo opera.
Pelo menos nós achamos que agora sabemos disso.”
Quando uma jornalista americana escreve o que ressaltei em negrito, sem se revoltar pela estatização da AIG, da Fanny Mae e do Freddy vejo tremerem as bases do pensamento liberal que vem sendo dado como a fórmula certa para a economia mundial e, particularmente, a brasileira também. Por anos tem-se advogado a privatização total da economia e a liberdade dos mercados. Mas a verdade é que, na hora em que apertam as coisas, os mercados e suas instituições vão com pires na mão pedir socorro ao Todo Poderoso governo.
Tanto lá como cá o capitalismo, dito selvagem, sabe vestir uma pele de ovelha e entrar na fila dos famintos a implorar por uma ajudinha…
Acho que está na hora das agencias reguladoras aprimorarem mais seus controles dos mercados, em especial o bancário, para que os que arriscam demais sejam punidos antes de liquidarem a poupança dos investidores ou sugarem o dinheiro dos impostos. E que aos Governos caiba apenas o papel de Pilatos…
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Redação AB
20 set 2008
2 minutos de leitura
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