
A frota de motos circulando pelo País regrediu 1,2% ao passar de 13,64 milhão para 13,47 milhão de unidades de 2015 para 2016. Este é o primeiro registro de queda verificado pelo Sindipeças desde 2001, ano em que a entidade começou a levantar os dados relativos ao segmento de duas rodas.
A menor entrada de modelos zero-quilômetro nos últimos seis anos vem elevando a idade da frota. Em 2015 as motocicletas tinham em média 6 anos e 6 meses. Em 2016 avançaram para 7 anos. Nesse período a participação de modelos até 5 anos caiu de 48% para 41%. Os de 6 a 10 anos avançaram de 36% para 40% e os de 11 a 15 anos, de 12% para 14%.
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A frota total de motos começou a registrar altas consistentes no início da década anterior, alavancada pelas vendas a prazo. Isso ocorreu até 2013, quando o total circulante começou a se estabilizar na casa dos 13 milhões.
Essa estagnação decorre da maior dificuldade de crédito, que começou a afetar as vendas já no primeiro semestre de 2012 e foi agravada nos anos seguintes pela crise econômica. Os acidentes, mais comuns e que geralmente tiram as motos de circulação, também ajudam a explicar o fenômeno.