
A medida foi negociada entre montadora e o sindicato dos metalúrgicos local desde a semana passada em razão da crise mundial dos semicondutores que afetou todo o setor automotivo. A previsão é a de que o lay-off comece em 8 de novembro e tenha duração de dois a cinco meses, podendo ser prorrogado por mais cinco se persistir a falta de peças.
Segundo o sindicato esta é a única fábrica da GM no País em que todos os trabalhadores da fábrica terão estabilidade garantida durante o período de lay-off. O direito foi conquistado por exigência dos próprios metalúrgicos, que já haviam aprovado em assembleia essa condição para a suspensão dos contratos.
Também por exigência dos trabalhadores, foi conquistada a efetivação de 300 temporários. Sem o acordo, eles teriam seus contratos encerrados nos próximos meses.
Durante o período de suspensão, será garantido 100% do salário líquido e o pagamento do FGTS. O regime de lay-off prevê que uma parte dos salários seja paga com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
“Só foi possível chegar a esse acordo porque houve engajamento e mobilização dos trabalhadores na defesa dos empregos. Sem essa conquista, certamente haveria demissões na fábrica. Diante da crise, toda negociação tem de vir condicionada à estabilidade dos empregos”, disse o vice-presidente do sindicato, Valmir Mariano.