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Funcionários da GM entram em greve em São Caetano do Sul

Trabalhadores recusam contraproposta da montadora e param por tempo indeterminado
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Redação AB

01 out 2021

2 minutos de leitura

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Os funcionários da fábrica da GM em São Caetano do Sul (SP) decidiram nesta sexta-feira, 1º, entrar em greve por tempo indeterminado depois de recusarem a contraproposta da montadora.

A oferta da GM previa reposição integral da inflação aplicada aos salários em 1º de fevereiro de 2022, mais 50% do INPC do período, com aplicação em fevereiro de 2023, vale-alimentação de R$ 350 aos funcionários com salários até R$ 4.429 e a sua implementação em fevereiro de 2022, e abono de R$ 1 mil a ser pago em outubro de 2021, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul.


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Depois de sete rodadas de negociação entre o sindicato e a GM, os trabalhadores acabaram decidindo pela recusa na quarta-feira, 29, após saberem da contraproposta da montadora, mas foi apenas nesta sexta-feira que uma assembleia ratificou a decisão.

Os trabalhadores reivindicam reposição salarial pelo INPC dos últimos 12 meses; aumento real de 5%; piso salarial com correção pelo INPC de 2016 a 2021; vale-alimentação de R$ 1 mil para os trabalhadores inseridos na grade nova e de R$ 500 para os demais; participação nos resultados (PR) de R$ 18 mil com antecipação de R$ 10 mil; adiantamento da metade do 13º salário de 2022 para fevereiro de 2022; inclusão de cláusula sobre home office; pagamento de quinquênio de 5%; retorno do reajuste da grade salarial a cada 6 meses e cesta de Natal.

“Não nos restou outra alternativa senão paralisarmos as atividades da empresa, pois a contraposta feita na mesa de negociação está aquém do que estamos reivindicando”, disse o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão.

A GM informou que está fazendo todos os esforços para chegar a um acordo que seja bom para as duas partes. “A empresa espera que a situação possa ser resolvida o quanto antes, com um acordo viável e sustentável, e que rapidamente as operações de nossa fábrica estejam totalmente normalizadas”, afirma o comunicado oficial.

Na quarta-feira, 29, os funcionários da Toyota em São Bernardo do Campo (SP) aprovaram o acordo salarial negociado entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que concedeu reajuste pela inflação do INPC além da inclusão de vale-transporte e da renovação de todas as cláusulas sociais vigentes.