
A Tesla enfrentará mais um processo por racismo. A nova ação judicial é movida por 15 pessoas negras que trabalham ou trabalharam na montadora. Elas relatam preconceito e assédio dentro da empresa.
Os casos denunciados na fábrica de Fremont, na Califórnia (EUA), envolvem desde falas discriminatórias de funcionários e executivos até pichações de símbolos da Ku Klux Kan, grupo de supremacistas brancos, e da suástica nazista nos banheiros e armários da fábrica.
Segundo o processo, a administração da Tela está envolvida nos episódios de assédio e ignorou diversas denúncias. Alguns ex-funcionários afirmam terem sofrido retaliação após acusarem situações de racismo.
Montadora já foi denunciada
Esse não é o primeiro caso de racismo na maior montadora de carros elétricos do mundo. Mais de 4 mil ex-funcionários negros já denunciaram ou moveram processos contra a Tesla, por meio do Departamento de Emprego e Habitação da Califórnia, por situações de discriminação.
Recentemente, a montadora foi condenada por racismo contra o ex-funcionário Owen Diaz. No ano passado, a justiça americana havia decido que a empresa deveria pagar US$ 130 milhões em indenização, mas no início deste mês um juiz aliviou para a montadora: reduzindo o valor para US$ 15 milhões.