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de carro por aí

Furo: Renegade tem prévia em Brasília

Correndo com produção e instalação de rede de concessionários, a Jeep – uma das marcas sob a secular árvore da Fiat – dá providências no lançar seu produto de relevo no Brasil, o Renegade. Embora a distribuição seja prevista para março – após inauguração da fábrica, hoje dependente da confluência de agendas da presidente Dilma, do governador de Pernambuco e de Sergio Marchionne, o CEO da FCA, nova razão social da Fiat –, produção se afina e faz estoque para atender à rede.
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Redação AB

29 jan 2015

9 minutos de leitura

No processo, superior a lançamento de um produto, posto ser da marca no País – aliás uma segunda etapa, pois esta chegou ao Brasil em 1948 –, o pequeno Jeep é apresentado a revendedores, seus vendedores, pessoal de oficina. Negócio com destaque à feição dinâmica, item diferenciativo. Ênfase é mostrar, impressionar, encantar os vendedores para exibir aos clientes as diferenças entre o Renegade e seus concorrentes próximos, Ford EcoSport e Renault Duster. O evento, para público interno, se realiza no Brasília Palace Hotel – pioneiro em Brasília –, onde foi reeditada pista de dificuldades às margens do Lago Paranoá (a Jeep lá apresentou o Wrangler quatro portas). Querem mostrar que na versão 4×4 nenhum dos competidores nacionais se aproxima das habilidades do Renegade, com o DNA do mítico Jeep.

Jeep
Na foto de colaborador da Coluna, os preparativos do Jeep Renegade para uso na pista de testes montada para demonstração a concessionários em Brasília

Renegade quer liderar mercado com cinco versões e opções em decoração, motores 1.8 a gasolina e 2.0 diesel, tração em duas e quatro rodas, transmissões mecânicas de seis velocidades, automáticas com oito, e preços imaginados entre R$ 68 mil e R$ 110 mil.

Bem bolada data de lançamento oficial de todas as versões: 4 de abril, 4 de 4, dia mundial da tração 4×4.

MOTOR MELHORA AUDI A4 E A5

Alemã Audi em sua escalada no mercado brasileiro – cresceu 105% ano passado – tem novidades sob o capô. É o novo propulsor de quatro cilindros, 16 válvulas, turbo e dois sistemas de injeção de combustível – um direto na cabeça do cilindro e outro no coletor de admissão. Caminho tecnológico da marca no cumprir regras europeias de consumo e emissões.

Na prática tomou o motor 2.0, antes colocado na posição transversal, e aplicou-o longitudinalmente. Para o serviço mudou peças como os pistões, mais leves, as bielas com tratamento especial no olhal superior girando diretamente no pino do pistão, sem bucha. Aliviou o bloco do motor em alumínio, reduzindo espessura da parede a 3mm, simplificou o virabrequim cortando 4 dos 8 contrapesos, modificou a turbina cuja pressão não varia de acordo com a rotação e a passagem de gases por sua face motora, mantendo pressão constante de 1,3 bar. No operacional implementou a refrigeração permitindo diferentes temperaturas, e aplicou bomba de óleo do motor com pressão variável quanto a rotação e demanda. No caminho substituiu onde possível parafusos de aço por outros de alumínio. Ao fim emagreceu 3,5 kg em relação ao motor anterior. Dinamicamente reduziu a potência de 200 para 180 cv, mas obteve referenciais 320 Nm – uns 32 quilos – de torque entre 1.400 e 3.700 rpm, capazes de levar o A4 de O a 100 k/h em 8,3s. No A5, maior, em 8,5s, e velocidade final respectiva de 225 e 220 km/h.

Razões – Nada de particular ao mercado brasileiro, onde o A4 é para a Audi grata surpresa. Ano passado vendeu 1,7 mil unidades, empate técnico com 2013, apesar da concorrência do novidadoso A3 sedan 1.4 TFSI, motor assemelhado, e de menor preço. Analisa a Audi, o A4 tem boa relação com os clientes de mais idade, valorizando o maior espaço interno.

A linha tecnofilosófica deste fabricante é de ativa geração de tecnologia para a marca e o Grupo VW, onde é estrela geradora de lucros. O uso dos dois sistemas de alimentação garantem capacidade de aceleração e retomada, assim como redução no consumo em velocidade constante. Para arrancadas fortes e aceleração, funcionam os dois sistemas. Em velocidade constante, sem demanda, a injeção indireta. Com bem escalonado câmbio CVT – de polias variáveis – e oito velocidades, A4 e A5 novo motor ainda conta com outro auxílio, o sistema start-stop desligando o carro nos sinais e paradas no trânsito.

Nos carros de teste, média de cidade – entenda-se o trânsito paulistano – e estrada, entre 10 e 11 km/litro de gasolina. Mecânica competente, suspensão frontal penta link, muitas partes em alumínio, traseira trapezoidal, direção eletromecânica, sistema de estabilidade ESP.

Vendas em março por…
• A4 Sedan Attraction: R$ 138.990
• A4 Sedan Ambiente: R$ 147.990
• A4 Sedan Ambiente: R$ 152.990
• A5 Sportback Attraction: R$ 155.990
• A5 Sportback Ambiente: R$ 167.990

DIMINUINDO CONSUMO, AUMENTANDO SEGURANÇA

No processo onde está metida na recuperação de mercado, a Mercedes-Benz aplica-se a desenvolver e aplicar tecnologia local aos seus produtos. Em 2014 fez mudança corajosa ao mudar os cubos traseiros dos eixos dos caminhões Axxor, por semieixos, obtendo ganho de consumo. Neste, aproveitou a demanda nacional por produtos capazes de aumentar a segurança patrimonial, e com a empresa Zatix desenvolveu a tecnologia materializada com o nome de FleetBoard. Criação nacional a ser oferecida à matriz para incorporação em produtos para outros países.

É sistema eletrônico de telemetria monitoramento e transmissão de dados por ondas celulares, capaz de informar em tempo real – ou ao momento de existência de sinal – como está a operação do caminhão: uso da transmissão, rotações do motor, frenagens. Segundo a Mercedes, experiências indicaram, com o mapeamento operadores melhoraram seu padrão de condução com economia referencial, de até 15%. A outra dotação do sistema permite monitorar a rota, paradas, abertura do baú fora dos locais programados – um indicativo de assalto, dos maiores receios dos transportadores. Neste caso, por equipe de gerenciamento de risco comanda-se queda da velocidade, inicialmente a 40 km/h e logo após para 10 km/h tornando impossível continuar a viagem e permitir mobilização para intervenção.

O FleetBoard vem aplicado de fábrica ou pode ser colocado nos concessionários, e é à prova de intervenções externas. Faz parte dos serviços oferecidos pela fabricante – usados com garantia, renovação de peças usadas. E, segundo Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing, é um simplificador ao oferecer pacote completo. Para outros sistemas o comprador adquire o caminhão num lugar, o aparelho em outro, e o monitoramento em terceiro endereço. No caso do FleetBoard resume tudo com a Mercedes-Benz.

Pelo sistema de gerenciamento de conduzir, R$ 99/mês. Com gestão de risco, acompanhamento e capacidade de intervenção, dependerá da demanda de cada cliente.

RODA-A-RODA

Adeus – Imprensa europeia noticia três séries especiais para os Land Rover Defender. Quantidade restrita, 360 unidades Heritage, Autobiography e Adventure. Acredita-se marquem o fim do marcante produto. Incorrosível carroceria de alumínio moldada em ferramentas simples e grande disposição de vencer terrenos ruins, bem arrumado pacote criado pelos irmãos Maurice e Spencer Wilks como evolução do Jeep Willys, prova já não se exigem veículos com habilidades extremas. Estrangeiras, nenhuma deve vir ao Brasil.

Cruza – Após Grupo VW assumir a Ducati; Mercedes-Benz se associar à MV Agusta; Peugeot Citroën ligou-se a outra fábrica de motos, a também italiana Bimota. Busca absorver tecnologia em motores feitos em liga leve, com elevadas relação entre cilindrada e potência, como objetivam VW e Mercedes, mas primeiro entendimento elevou a cavalagem do esportivo RCZ, a 304 cv, 34 a mais arrancados do motor 1.6 HPT. Projeto é dito PB 104, iniciais das marcas e indicação de ser primeiro projeto e para veículo de quatro rodas.

Trinca – GM Brasil anunciou no Salão em Detroit produzir novo motor 1.0 com três cilindros. Tendência mundial, e no Brasil irá atrás de VW e Ford. Hyundai o utiliza, mas é importado. Para a nova geração de compactos, o Projeto Phoenix.

Tempero – Aos saudosos de automóveis pequenos e com temperamento forte, agrado. Neste ano o mercado nacional verá três marcas e modelos diferentes com agradável performance adicional.

Quem é Quem – Peugeot estenderá seu motor 1.6, turbo, injeção direta, 173 cv, ao bem acertado 208; Renault, como Coluna antecipou, terá Sandero com motor 2.0 aspirado na versão RS; VW aquecerá o coração do up! com pequeno turbo, elevando a potência de 80 cv a 100 cv. Será o up! gt.

RAV 4 – Toyota o relança como crossover – mistura de utilitário com sedã –, e certa habilidade de vencer dificuldades urbanas. Se equipado com tração nas quatro rodas, folguedos suburbanos.

Opções – Motores L4 2.5, 197 cv e câmbio automático de 7 velocidades + 4×4 para versão de topo, a R$ 137.600, e de entrada, 2.0, 145 cv, câmbio CVT e tração nas rodas frontais a R$ 110.200. Não é SUV – Sport Utility Vehicle –, como tratado, mas SAV, Sport Activity Vehicle. Não oferece capacidade, mas limitada disposição para aventuras urbanas e entorno.

Coerência – RAV 4 indica tração nas quatro rodas. Tração simples em apenas duas rodas, para não enganar cliente designação deveria ser RAV 2.

Fim – MMCB, a Mitsubishi no Brasil, findou produção do modelo TR4 – na origem o Mitsubishi Io, projeto Pininfarina. Em 12 anos, quase 100 mil unidades. Razões: veículo encerrou ciclo; mercado desconhece diferença entre a real dotação do TR4 para obstáculos fora de estrada, e a apenas aparente disposição dos utilitários enfeitados – cuja simplificação permite menor preço; e necessidade de espaço para expansão industrial.

Pesado – Scanias a partir de 2015 têm garantia de dois anos para trem-de-força e peças banhadas a óleo, se as revisões forem feitas em concessionário da marca. Demais partes, apenas um ano.

Perda – Após vender-se à chilena LAN, e transformar-se em investimento no exterior, foi-se o charme e a relação de confiança com a TAM. Cartaz do balcão de atendimento mostra a origem da gestão: a “Prioridade por Lei” foi vertida ao chileno e traduzida virou o curioso “Prioridade Legislatória”…

Operacional – Vôo 3723 de Brasília a S Paulo na manhã de segunda-feira, 26, não permitiu check in antecipado por internet; no aeroporto, dos oito balcões, moroso atendimento por único atendente; a bordo alimentação limitada a sofrível sanduíche. Foram-se imagem e atenções, restaram preços altos.

Retífica RN – Coluna passada disse ter sido de 80% a queda das vendas da Kia. Errou. Nos últimos quatro anos caíram em torno de 70%. Principal motivo, criação de adicional de 30 pontos porcentuais no IPI para veículos importados. Previsão de vendas em 2015 é de 24.800 unidades, 4,2% superior a 2014.

Alfa – Colecionadores de Alfa Romeo inscrevem-se a encontro da marca hidro termal Caxambu, MG, 18 a 21.abril. Organização pelo Alfa Romeo Club/MG, autor da primeira edição com muito sucesso. Nacionais e importados, palestras técnicas e de vivência, muita camaradagem. Tens ou gostas da marca? Pinte lá: www.alfaromeobrasil.com.br