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Ele acredita que o setor corre o risco de perder metade de seus empregos nos próximos anos por conta da queda nas vendas de veículos, o declínio do mercado de carros elétricos e a concorrência das marcas chinesas.
“Perder novamente metade dos empregos (do setor), infelizmente, não me parece ser um cenário exagerado nos próximos cinco anos. É algo que pode acontecer muito, muito rapidamente”, disse Pech.
Vendas de carros caíram, mas elétricos estão em alta

A instabilidade econômica teve efeitos nas vendas de veículos em agosto, quando houve queda de 24,3% nos emplacamentos de carros novos em relação ao mesmo mês de 2023.
Os números foram divulgados pela PFA, associação que representa as fabricantes de automóveis na França.
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O pessimismo de Pech pode ser embasado pela inédita queda das vendas no resultado acumulado. Houve declínio de aproximadamente 14% frente ao número obtido em 2023.
A queda foi mais expressiva ocorreu entre os automóveis de passeio, com um volume 20,8% inferior.
Em contrapartida, as vendas de carros elétricos estão em alta no mercado francês. Dados divulgados pela Avere-France, uma associação que incentiva o desenvolvimento da mobilidade no país, indicam que 47.539 unidades foram comercializados no primeiro semestre de 2024 – crescimento de quase 7% em relação ao mesmo período do ano passado.
França se diz aberta à chegada dos chineses
O avanço das marcas chinesas em importantes mercados da Europa também preocupa a indústria automotiva. Na França, especificamente, o governo de Emmanuel Macron se mostrou receptivo à chegada dos asiáticos.
O ministro das finanças, Bruno Le Maire, inclusive, abriu as portas do país para a eventual construção de uma fábrica da BYD.
“A França dá as boas-vindas para todos os projetos industriais. A BYD e a indústria automotiva chinesa é muito bem-vinda em nosso país”, disse Le Maire, que se reuniu com o presidente da China, Xi Jinping, durante sua visita à França em maio.
