
Gabriel Galípolo, diretor de política monetária do Banco Central, afirmou na quinta-feira, 22, que a autarquia “não hesitará” em elevar a Selic “caso for preciso”. A declaração foi dada no Congresso e ExpoFenabrave, realizado no São Paulo Expo, centro de eventos na capital.
Nome mais cotado para assumir a presidência do Banco Central a partir de 2025, Galípolo comentou ainda que suas falas recentes não colocaram a institituição no “corner”, numa situação considerada difícil, com relação ao que será definido acerca da taxa básica de juros em setembro.
Além disso, reforçou o que já vinha dizendo ao destacar que a “inflação fora da meta é que é algo desconfortável”. Hoje, as projeções são de 3,2% num horizonte de 18 meses – acima dos 3% estipulados.
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Galípolo também garantiu que elevar a Selic é algo corriqueiro para quem faz parte do Banco Central. No entanto, o diretor de política monetária salientou que existem outros planos à mesa além da subida da taxa de juros.
No entanto, o dirigente apontou que um provável aumento da Selic pode, sim, ocorrer e que suas declarações vão de encontro ao que pensam demais executivos do Banco Central e ao Comitê de Política Monetária (Copom).
“Não há nenhum tipo de modulação das minhas falas dos últimos dias. Reafirmo tudo o que disse”, reforçou Galípolo.
Financiamento de veículos
O volume de veículos novos financiados no Brasil até julho chegou a 1,4 milhão de unidades, segundo balanço divulgado pela B3. O resultado representou alta de 27% ante o mesmo período em 2023.
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Apenas em julho passado, com a Selic já em 10,50% ao ano, os financiamentos realizados envolveram 211 mil veículos zero quilômetro. O volume foi 26% maior do que o verificado no mesmo período de 2023, quando a taxa básica estava em 13,75%.
Em agosto do ano passado, inclusive, a reportagem de Automotive Business ouviu especialistas sobre financiamento de veículos após o início do ciclo de baixas na taxa básica. Para os analistas, o financiamento só ganhará força, de fato, com a Selic em um dígito. A última vez que isso aconteceu foi em janeiro de 2022, quando estava em 9,25%.
