
Este será o quinto mandato dele na liderança da organização. Sua última gestão terminou em 2012, quando foi substituído por Flávio Padovan, na época principal executivo da Jaguar Land Rover no Brasil. Gandini abriu mão de concorrer à presidência na entidade no momento em que o governo impôs aumento de 30 pontos porcentuais no IPI dos carros vendidos no Brasil, medida que teve forte impacto sobre os importadores.
O executivo, que vinha registrando crescimento consistente das vendas locais da Kia Motors, viu seus negócios esfriarem e decidiu, naquele momento, se dedicar integralmente à companhia. Ele deixou a árdua tarefa de negociar a questão do IPI maior com o governo para Padovan.
RESULTADOS DESCENDENTES
Quando assumiu o cargo de presidente, Marcel Visconde anunciou que trabalharia para intensificar as relações com o governo e garantir que a entidade tivesse voz nas decisões do planalto. O esforço, no entanto, não amenizou os reflexos da severa contração do mercado e o executivo enfrentou desafio bem maior do que esperava à frente da Abeifa.
Em 2014, ano em que assumiu a presidência, as vendas das empresas filiadas à associação somaram 96,5 mil unidades, com queda de 14,3% sobre o resultado de 2013. A curva seguiu descendente e os negócios encolheram expressivos 36% no ano passado, para 59,9 mil veículos no ano passado.