
As folhas derivadas da cerejeira têm como característica exclusiva a absorção de gases nocivos, enquanto a originária da gardênia cria vapor de água no ar, reduzindo a temperatura nos arredores e, portanto, a energia necessária para resfriamento — também com menor emissão de dióxido de carbono.
As duas criações são parte de um amplo esforço do fabricante de veículos para reduzir o impacto na manufatura do veículo híbrido, que agora ganha também uma versão plug-in, que pode ser recarregada em tomadas.
A planta em Tsutsumi possui painéis solares no teto, que geral eletricidade, e pintura fotocatalítica nas paredes exteriores para absorver gases tóxicos, como óxidos nitrosos e sulfurosos.
Há na fábrica também tubos que refletem a luz solar até as salas, substituindo lâmpadas elétricas. Nas toaletes as luzes se apagam quando a área está desocupada. O ar condicionado é mantido a 28 graus no verão, para reduzir emissões de CO2 e os profissionais de colarinho branco têm permissão para usar camisas de manga curta e dispensar a gravata.
A grama ao redor da fábrica foi selecionada de espécie que cresce lentamente e requer apenas um corte por ano — ao contrário das usuais, que requerem três podas.
Em 2008 a Toyota plantou 50 mil árvores na região da fábrica, para compensar emissões de CO2. As atividades do gênero prosseguem periodicamente.
A Toyota reconhece que a manufatura do Prius pode superar a emissão em processos de produção de carros com motor a combustão convencionais, mas assegura que tem compensado a diferença — embora essa não seja a razão básica de suas iniciativas ambientais exemplares.