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Geely considera produção de automóveis na Europa

Embora a Europa considere reduzir a tarifa de importação para veículos chineses, há montadoras do país asiático que mantêm seus planos de fabricação de produtos no continente a fim de obterem maior competitividade. Uma destas empresas é a Geely.
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Marcus Celestino

12 set 2024

2 minutos de leitura

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Grupo Geely mostra ao público da Automechanika Frankfurt 2024 três de suas marcas (Foto: Marcus Celestino/Automotive Business)

O grupo chinês levou à Automechanika Frankfurt 2024 três de suas marcas. A companhia não participava de uma feira no continente há 20 anos e escolheu, justamente, momento oportuno para tal.

Representante da empresa garantiu, em rápida declaração à reportagem da Automotive Business, que a Geely já procura um local para a produção de automóveis na Europa. Além da própria marca Geely, a companhia deverá fabricar na unidade modelos de Lynk & Co e Zeekr. Esta última, vale parênteses, venderá seus modelos também no Brasil.


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Interlocutores ligados à Geely, contudo, não garantem a instalação de uma fábrica na Europa. E, mesmo admitindo que a companhia já procura um local para as instalações, se esquivam quanto aos possíveis países que poderiam servir de base para sua produção de automóveis.

Há alguns meses, a imprensa internacional ventila que a Geely namora com o governo polonês a fim de garantir uma fábrica por lá. Todavia, apurações de colegas europeus também apontam que a gigante chinesa poderá seguir o mesmo rumo da Chery, que irá encetar a produção de seus modelos (a princípio da Omoda) na Espanha, em antiga fábrica da Nissan localizada na cidade de Barcelona, na Catalunha.

Geely no Brasil

A reportagem tentou ainda extrair alguma informação acerca do mercado brasileiro. Em julho passado, AB publicou que a Geely pretende atuar por conta própria em nosso país.

Fontes ligadas à montadora apenas confirmaram que o Brasil segue nos planos da Geely. Disseram ainda que nosso mercado é estratégico e não deve, de modo algum, ser descartado. 

Bom lembrar que veículos da fabricante de origem chinesa já foram vendidos no país por meio do grupo Gandini. Embora os modelos tenham deixado de ser comercializados no fim da década de 2010, a Geely ainda tem de resolver alguns pormenores legais com sua antiga importadora oficial no Brasil. Isso, contudo, de acordo com interlocutores, seria apenas uma pequena aresta a ser reparada e não implicaria em maiores problemas para a companhia caso ela queira, de fato, fincar raízes em nosso mercado.


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