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Geely encerra temporariamente operação no Brasil

A Geely Motors do Brasil confirmou que encerra suas atividades no País a partir de um acordo com a matriz na China. Por meio de comunicado divulgado na terça-feira, 26, a empresa informa que a interrupção é temporária: caso o mercado interno volte à normalidade, com melhores indicações para os negócios, a prioridade de reiniciar as importações ainda será do Grupo Gandini, que representa a marca chinesa aqui e pertence a José Luiz Gandini, também presidente da coreana Kia no Brasil.
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Redação AB

26 abr 2016

2 minutos de leitura

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Também por meio de sua assessoria, a Geely Motors do Brasil informa que atribui a decisão ao fraco desempenho das vendas no mercado interno e que já vinham declinando desde 2014, quando a empresa iniciou suas operações por aqui com a importação do primeiro modelo, o sedã EC7, com montagem feita na fábrica da Nordex no Uruguai. À época, a unidade havia recebido o equivalente a US$ 37 milhões para montar o modelo em sistema de CKD (leia aqui).

Também houve dificuldades da filial brasileira com a matriz em negociar o preço FOB dos veículos: a empresa argumenta que ficou sem condições de sustentar a alta do dólar. A impossibilidade de trazer outros modelos fora da cota de importação do Uruguai também foi apontada como fator determinante para interromper as atividades da marca no Brasil.

Ainda segundo sua assessoria, a Geely continuará vendendo seus únicos dois veículos no mercado brasileiro disponíveis na rede pelo mesmo preço sugerido em tabela desde seus lançamentos: o sedã EC7, lançado em março de 2014, por R$ 49.900 e o compacto GC2, também montado no Uruguai e que chegou em agosto daquele mesmo ano, por R$ 29.900 (leia aqui).

Desde que começou a vender seus veículos no País, a Geely emplacou um total de 1.019 unidades entre o sedã e o compacto. Em 2014, vendeu 186 unidades e em 2015, 651. No primeiro trimestre deste ano, a Geely informa que licenciou 182 carros no Brasil.

A Geely foi uma das diferentes fabricantes chinesas que apostaram no mercado brasileiro, chegando a cogitar a construção de uma fábrica no Brasil durante o Salão do Automóvel de 2014 (leia aqui), plano que deverá esfriar também por tempo indeterminado nas gavetas da matriz na China.