
O grupo Geely não para de movimentar suas peças no xadrez latino-americano, especialmente em nosso país.
O conglomerado de origem chinesa, que pretende fincar raízes na região, já conversa com fornecedores no Brasil e discute possibilidades advindas da Horse — joint venture entre a companhia e a Renault.
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Segundo interlocutores da Geely, além de players de tier 1 no Brasil, a empresa já está em conversas avançadas com duas grandes companhias do segmento de pneumáticos. Continental e Goodyear são, fontes externas indicam, os fornecedores em questão.
Ou seja, o grupo não pretende cometer o mesmo equívoco de outras empresas que chegaram ao país com compostos de difícil substituição.
Além disso, a Geely já avalia locais estratégicos para instalar seu centro de distribuição de peças. Embora considere que Vitória (ES) esteja, por ora, um tanto sobrecarregada, fonte ligada ao grupo assume que logisticamente a capital capixaba é o local mais indicado para tal. Importante salientar que, se consolidada, a estratégia abarcará a chegada dos modelos justamente pelo porto do município.
Geely estuda parceria com a Renault no Brasil
Outro ponto confirmado por interlocutores é de que, há algum tempo, as conversas entre grupo Geely e Renault do Brasil já encetaram. Isso graças à parceria entre as duas empresas por meio da Horse.
A joint venture entre as duas companhias foi concebida com objetivo primordial de fabricação de motores eletrificados e a combustão de baixa emissão. A parceria poderá gerar ainda cerca de uma dezena de modelos até 2027, mais tardar 2028.
Com participação igualitária entre Renault e Geely e fornecedora do grupo chinês, a nova empresa já nasce com nove clientes em 130 países, cinco centros de P&D e aproximadamente 19 mil funcionários. Além de 17 fábricas, que podem ser utilizadas pela empresa dona de Zeekr, Volvo, Polestar, Lotus, Smart, Lynk & Co, entre outras marcas.
Desse modo, fontes do grupo Geely apontam que, sim, podem utilizar as estruturas já consolidadas da Renault no Brasil. O mesmo se aplica para outras regiões da América Latina.
Como a gigante chinesa encara o Brasil como um ponto estratégico, pode se beneficiar das instalações e transformar (tal qual pretende) nosso país em um hub de exportações.
