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General Motors anuncia preparação de IPO

A General Motors começou a preparar os documentos necessários para sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), que pode ser a maior da história do mercado norte-americano, disse o presidente-executivo da companhia, Ed Whitacre, nesta quinta-feira, 5.
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Redação AB

06 ago 2010

2 minutos de leitura

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É a primeira vez que a montadora, a maior dos Estados Unidos, confirma que está preparando seu IPO, evento que marcaria seu retorno como companhia de capital aberto e reduziria o controle majoritário do governo dos EUA no capital da empresa, um ano depois da controversa concordata e compra da GM por US$ 50 bilhões.

Whitacre também afirmou durante evento do Center for Automotive Research que a GM irá divulgar semana que vem resultados do segundo semestre que mostram uma companhia reestruturada que conseguiu gerar lucros apesar da recuperação limitada da economia norte-americana.

“Estamos elaborando um S-1”, disse Whitacre à Reuters, em referência ao documento exigido pela reguladora Securities and Exchange Commission (SEC) para abrir um IPO.

“É um documento bem grande. Já começamos a elaborá-lo”.

“Não sei quando poderemos enviá-lo, porque ainda há muito o que fazer. Não está muito, muito distante, mas ainda temos muito o que fazer”, acrescentou, afirmando que a documentação não estará pronta nas próximas duas semanas.

A montadora já começou a entrar em contato com banqueiros para coordenar a oferta, que dará ao Tesouro dos EUA a oportunidade de reduzir sua participação de 61 por cento na GM.

Pessoas próximas ao caso, que não quiseram ser identificadas uma vez que as preparações são confidenciais, afirmaram a meta inicial da GM é completar a documentação regulatória para o IPO até meados de agosto.

Whitacre espera que um IPO da GM irá levar o governo norte-americano a uma participação minoritária, distanciando a empresa do rótulo “Government Motors”, e do repúdio dos consumidores ao fato de ter recebido tanto dinheiro do governo.

Fonte: Agência Estado, com informações de David Bailey e Bernie Woodall, da Reuters.