O CEO da GM, Dan Akerson (que será substituído a partir de janeiro por Marry Barra – leia aqui), disse que a decisão foi tomada por causa de uma “tempestade perfeita” de influências negativas enfrentadas pela indústria automotiva da Austrália, incluindo o fortalecimento do dólar australiano, altos custos de produção, e um mercado interno pequeno, fragmentado e altamente competitivo.
“Não importa a forma que aplicamos os números, o cenário de negócios de longo prazo para fazer carros nesse país simplesmente não é viável”, declarou o gerente geral da unidade da GM em Adelaide, Mike Devereux. Uma das alternativas para GM será exportar carros produzidos na Coreia do Sul para a Austrália.
A GM é a segunda montadora a deixar de produzir na Austrália. Em maio, a Ford anunciou que fecharia duas fábricas no país devido aos mesmos problemas (leia aqui).
Com a saída de ambas as montadoras, restaram apenas a Toyota e uma rede de cerca de 150 fornecedores de autopeças que emprega diretamente mais de 40 mil pessoas. A montadora japonesa, que sozinha emprega 4 mil pessoas, diz que vai trabalhar com fornecedores e governo na tentativa de manter ativa a indústria automotiva local.