Em São José dos Campos, onde o sindicato luta contra o fechamento da linha de produção de veículos leves, houve o maior número de demissões em 12 meses: 1.044 funcionários. “Os números contradizem a própria General Motors que, por várias vezes, já afirmou que estaria mantendo o nível de emprego no País”, afirma a nota distribuída à imprensa pelo sindicato. No estudo, segundo a entidade, ainda não estão computadas as demissões de julho na unidade do Vale do Paraíba, quando 356 trabalhadores aderiram ao Programa de Demissão Voluntária.
A GM se comprometeu a não tomar qualquer decisão sobre nova demissões em São José até 4 de agosto, mas o esvaziamento da fábrica e a demissão de 1,5 mil funcionários são uma possibilidade real com a paralisação da produção de três modelos na unidade (Corsa, Meriva e Zafira).
O Ministério da Fazenda convocou a direção da GM para um encontro nesta terça-feira, 31, em Brasília. A Anfavea também tem reunião na mesma data com a equipe da Fazenda, mas porta-voz da entidade relata que o encontro estava marcado há alguns dias e a agenda é o novo Regime Automotivo, que entrará em vigor em janeiro. O Ministério do Trabalho vai mediar um novo encontro entre sindicato e montadora, que deve ocorrer no próximo sábado, 4.
SALDO POSITIVO SÓ EM GRAVATAÍ
De acordo com o levantamento do Dieese, de outubro e novembro do ano passado ocorreu o maior número de desligamentos na GM Brasil. “A partir de agosto de 2011, o saldo mensal passa a apresentar fechamento de vagas, com intensificação a partir de outubro”, afirma o estudo. Apenas em junho deste ano houve interrupção na sequência negativa e saldo positivo em contratações, com a geração de 77 vagas. No balanço de 2012 foram fechados 240 postos.
Conforme o Dieese, na unidade de São Caetano, o déficit foi de 349 vagas entre julho de 2011 e junho de 2012. Só em Gravataí o saldo é positivo no mesmo período, com a criação de 204 postos.