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Redação AB
A General Motors fez uma parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para uma desconstrução, nome dado a uma forma de demolição de 40 mil metros quadrados de edificações antigas, erguidas há mais de 60 anos em São Caetano do Sul. Seis prédios serão cuidadosamente desmontados e terão seus materiais reciclados ou reaproveitados na construção de um novo edifício.
A desmontagem dos prédios veio da necessidade da GM de melhorar o aproveitamento de espaços. A arquitetura antiga já não atendia a empresa. Segundo o diretor de engenharia de manufatura, Cláudio Eboli, quando uma demolição é feita nos padrões convencionais, o impacto no meio ambiente é significativo. “Para evitar isso, a GM firmou uma parceria com o IPT, a fim de garantir suporte técnico de profissionais especializados que realizarão análise detalhada dos materiais, planejamento da desconstrução, processo e definição de reuso dos materiais”, afirma o executivo.
Com duração prevista de 18 meses, entre desconstrução e reconstrução, o trabalho evitará que mais de 1,5 mil caminhões de entulho saiam da fábrica. O processo também economizará outros mil caminhões de terra para nivelamento do local.
Todo o resíduo será classificado. As madeiras serão pré-classificadas, certificadas e vendidas. Colunas e vigas passarão por processo de separação de materiais (concreto e metal). Em seguida serão moídas e utilizadas para aterro ou nas novas concretagens.
A área de 40 mil metros quadrados a ser reconstruída terá como base os padrões sustentáveis. Haverá redução de consumo de energia pelo uso de iluminação externa com LEDs, interna com uso combinado de LEDs, lâmpadas fluorescentes e iluminação natural, mais controles automatizados e sensores que permitem o desligamento automático da iluminação.