logo

fábrica

General Motors impede entrada dos trabalhadores em São José

A General Motors fechou as portas da sua fábrica de São José dos Campos, interior de São Paulo, na madrugada da terça-feira, 24. Segundo o sindicato dos metalúrgicos da região, a companhia dispensou os trabalhadores do terceiro turno que estavam dentro da planta. Os funcionários do primeiro turno foram avisados de que não iriam trabalhar já no ponto de ônibus e o transporte para a unidade foi cancelado.
Author image

Redação AB

24 jul 2012

2 minutos de leitura

X_noticia_14610.jpg

“Esta atitude antidemocrática da GM se caracteriza como locaute (paralisação patronal), o que é proibido pela legislação brasileira”, acusou a entidade em comunicado. Segundo indica o sindicato, a medida da GM foi tomada às vésperas de reuniões da montadora com a organização e o governo federal.

Os trabalhadores afirmam que circulam na empresa informações não oficiais de que a General Motors anunciará demissão em massa até o fim desta semana. O sindicato prepara assembleia para a quarta-feira, 25, quando haverá ainda uma reunião entre a entidade, a fabricante de veículos, o Ministério do Trabalho e a Prefeitura de São José dos Campos.

O complexo de São José dos Campos emprega cerca de 7,2 mil pessoas. Um das fábricas, a MVA, é responsável pela produção do Corsa, Classic e Meriva. Estas linhas, no entanto, devem ser desativadas em breve, já que os modelos são antigos e a GM está em fase de renovação do portfólio. No complexo são fabricadas também a picape S10, motores, cabeçotes e componentes.

A negociação começou quando a empresa indicou que poderia demitir 1,5 mil trabalhadores. O assunto foi levado ao Governo Federal. Os sindicalistas destacaram que a companhia estudava dispensar funcionários apesar dos incentivos concedidos recentemente para estimular as vendas de carros, como a redução do IPI.

Em comunicado, a General Motors apontou que a decisão de fechar a fábrica tem como objetivo proteger a integridade física dos trabalhadores. “A empresa considerou as fortes evidências de mobilizações internas no complexo e entende que o momento atual é delicado e prefere não expor seus empregados a eventuais incitações e provocações comuns”, aponta. A fabricante quer discutir se é viável manter a produção da unidade MVA.