A montadora gostaria de anunciar o plano antes ou junto com seu balanço do terceiro trimestre, previsto para 31 de outubro, disseram fontes. A GM prevê que a unidade Opel, baseada na Alemanha, anunciará outro prejuízo significativo no trimestre. A montadora norte-americana, cujas ações estão perdendo valor, deseja ter um plano de redução aprovado até lá para sinalizar aos investidores que está agindo agressivamente para conter as perdas financeiras.
Além de apontar para um acordo com o sindicato para fechar a fábrica em Bochum, a GM quer ampliar um programa de demissão para trabalhadores assalariados e temporários nas três fábricas restantes que possui na Alemanha, disseram as fontes. Não ficou claro se a montadora iria contabilizar algumas das despesas associadas aos movimentos durante o terceiro trimestre.
Um porta-voz da GM não quis comentar o assunto enquanto as negociações estão em andamento. A fábrica de Bochum emprega 3.100 pessoas e nenhum veículo novo foi programado para entrar em produção. O fechamento da fábrica poderia resultar em uma economia de até US$ 2 bilhões para a GM, declarou uma das fontes.
O presidente do conselho de trabalhadores da Opel, Wolfgang Schäfer-Klug, negou reportagem do jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung de que a montadora cortaria mil funcionários administrativos na matriz da empresa, em Ruesselsheim, na Alemanha. “Nós negociamos redução das horas de trabalho nas áreas administrativas, além de menos horas de trabalho na produção, para reduzir ainda mais os custos e equilibrar a diminuição do volume”, afirmou.
O jornal disse que a GM queria evitar demissões forçadas e, em vez disso, planejava reduzir postos de trabalho através de um programa subsidiado pelo governo pelo qual os trabalhadores nascidos entre 1955 e 1957 podem reduzir suas horas de trabalho para 80%. Outra forma seria a de oferecer demissões voluntárias, acrescentou a publicação. As informações são da Dow Jones.