“Precisamos ter certeza de mitigar o risco (da Coreia do Sul), não nos próximos dois a três anos, mas ao longo do tempo, para não ser muito dependente de uma fonte de produto. Se algo der errado na Coreia, seja em termos de custo, política, ou de sindicatos, isso terá um impacto imediato”, disse uma das fontes.
Ainda de acordo com a Reuters, as fontes afirmaram que os custos trabalhistas cresceram rapidamente na última década, tornando a Coreia do Sul uma base cara de produção, um problema exacerbado pela relativa força da moeda local (won) ao longo do último ano. Para o sindicato que representa os trabalhadores da GM na Coreia do Sul, a montadora está usando a ameaça de reduzir sua presença no país para intimidar os funcionários contra busca de novos reajustes. No mês passado, a GM Korea fechou acordo anual salarial que incluiu bônus de 10 milhões de wons ( US$ 9 mil) para cada funcionário, segundo o sindicato.
O custo de trabalho por veículo na Coreia do Sul deve atingir US$ 1.133 por veículo este ano, segundo uma apresentação feita pela montadora ao sindicato local em 2012, afirmou um sindicalista que participou da reunião. A média das operações internacionais da GM está em US$ 677 por veículo.
A GM tornou a Coreia do Sul um de seus principais centros de produção depois de comprar a sul-coreana Daewoo Motors em 2002. O país representa pouco mais de 20% da produção mundial da marca com volume próximo de 9,5 milhões de veículos. Mais de 80% dos modelos produzidos pela GM na Coreia do Sul são exportados.