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General Motors propõe layoff e redução de salário em todas as fábricas

GM propôs redução salarial de até 25% em São José dos Campos (SP, foto), onde é feita a S10. Sindicato recusou
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Redação AB

30 mar 2020

2 minutos de leitura

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A General Motors começa a discutir com diferentes sindicatos a adoção de medidas como layoff e diminuição de jornada de trabalho, ambas com redução de salário, como forma de enfrentar a crise decorrente da pandemia de Covid-19, doença causada pelo coronavírus.

A proposta atinge todas as operações da empresa no País. São cinco fábricas: Gravataí (RS), Joinville (SC), Mogi das Cruzes, São Caetano do Sul e São José dos Campos (todas em SP). Há ainda o campo de provas de Indaiatuba (também em SP). Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a GM quer reduzir os salários em até 25%, conforme a faixa de rendimento do trabalhador.
O layoff começaria em 14 de abril, na sequência do fim das férias coletivas iniciadas pela empresa. Durante o layoff, parte dos salários seria paga com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o restante, complementado pela fabricante.
O sindicato foi contrário à medida e uma nova reunião entre a entidade e a montadora vai ocorrer na quarta-feira, dia 1º de abril. O layoff é por definição uma suspensão temporária dos contratos de trabalho. Em regra, os trabalhadores ficam em casa, mas também podem passar por treinamentos.
Normalmente, durante o layoff, o ganho líquido é mantido pelo FAT e pelo complemento pago pela empresa. Ao que parece, a GM estaria propondo um complemento abaixo daquele que atingiria o total líquido a ser pago. A montadora não explicou detalhes.
Como prevenção à Covid-19, os trabalhadores da GM em todo o País interromperam suas atividades entre os dias 23 e 24 de março com a utilização do banco de horas e entraram em férias coletivas na segunda-feira, 30.