
As negociações emperraram porque, segundo o sindicato, a GM quer excluir a cláusula 42, que garante estabilidade aos acidentados e lesionados. Diante do impasse, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, Aparecido Inácio da Silva, comemorou os 30 dias extras de layoff: “É um período satisfatório para consolidarmos uma nova proposta”, diz.
No dia 16 o dirigente irá a Detroit para um encontro mundial da companhia, no qual pretende defender a manutenção do setor de engenharia experimental: “A equipe já levou muitos de seus projetos para os Estados Unidos e Coreia do Sul. Nossa intenção é trazer esses projetos para cá e garantir o emprego desses trabalhadores.
Durante as 11 rodadas de negociação com a GM ocorridas nos últimos 30 dias o sindicato conseguiu manter o adicional noturno em 30% em vez de 20% previstos por lei, como queria a montadora, e aprovou o pagamento do reajuste salarial de 2016 em forma de abono. Em 2017, parte da reposição será incorporada ao salário e parte será concedida também em forma de abono.
A unidade de São Caetano fabrica os modelos Cruze, Cobalt, Spin e Montana.