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General Motors sobe o nível do Chevrolet Onix

Novos Onix recebem agora motor 1.0 de três cilindros. Quando aspirado produz 82 cv. Com turbo são 116 cv
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Redação AB

27 nov 2019

4 minutos de leitura

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O Chevrolet Onix tornou-se um carro bem diferente com as mudanças realizadas nesta segunda geração. Agora como projeto global, ficou maior e mais equipado. A versão mais completa, Premier, tem itens típicos de carros acima de R$ 100 mil, como sistema de estacionamento semiautônomo e alerta de ponto cego. A GM acredita que a versão Premier será a mais vendida (como já ocorre no novo sedã). Ela começa em R$ 69.990 e atinge R$ 72.990 com os itens citados acima.

“No caso do novo sedã, 40% das vendas se concentram no Premier. Acredito que com o hatch pode ocorrer também”, afirma o diretor de produto da GM para a América do Sul, Rodrigo Fioco.

“O Brasil é o mercado da GM em que as vendas mais se concentram nas versões topo de linha”, diz o executivo. O Onix também se tornou um carro mais seguro com a adoção de cinco airbags de série e outras melhorias que garantiram
cinco estrelas no Latin NCap.
As mudanças no hatch e no sedã levaram a GM investir
R$ 1,4 bilhão na fábrica de Gravataí (RS), que pode se tornar um polo exportador do modelo. No novo Onix a General Motors adota dois motores 1.0 flex de três cilindros, um aspirado com até 82 cavalos e um turbo com até 116 cv (números obtidos com etanol). A transmissão para o motor aspirado é sempre manual de seis marchas. Para o turbo o câmbio pode ser manual ou automático, dependendo da versão escolhida. Essas duas transmissões têm seis marchas.Onix cresceu 23 cm e mede agora 4,16 m. Tem 2,55 m de distância entre eixos e bom espaço interno. Central multimídia é possível desde a versão 1.0 LT

A versão mais em conta é a 1.0, de R$ 48.490. Depois desta vem a 1.0 LT, já com central multimídia. Entre seus opcionais há um pacote que inclui Wi-Fi, chave presencial, câmera de ré e carregador sem fio para celular, mais auxílio a emergência (On-Star) por R$ 54.625.

O HATCH MAIS ECONÔMICO DO PAÍS

O novo Onix se consagra com o hatch mais econômico do Brasil. Com gasolina, a versão 1.0 aspirada faz 13,9 km/l na cidade e 16,7 km/l na estrada. Com etanol esses valores caem para 9,9 km/l e 11,7 km/l.
Como motor turbo, caixa manual e gasolina, faz 13,5 km/l em uso urbano e 16 km/l em rodovia. Com etanol os valores baixam para 9,4 km/l e 11,2 km/l.

AJUSTES DIFERENTES DO SEDÃ

Por ter uma proposta “menos familiar” que a do Onix Plus, o hatch recebeu uma nova calibração para o sistema de direção, com resposta mais direta. E as suspensões são mais firmes. Com isso, a carroceria do hatch inclina menos em curvas que a do sedã.Bancos de couro são opcionais na versão Premier e podem combinar preto e caramelo ou preto e cinzaAutomotive Business dirigiu a versão 1.0 Turbo Premier do Onix por 52 quilômetros em rodovia, no Autódromo Velopark e aprovou a novidade. O câmbio automático de seis marchas é item de série no Premier. O hatch tem boa posição de dirigir, o motor não vibra e é silencioso, mesmo andando a 120 km/h.
O dia chuvoso prejudicou a avaliação no autódromo, mas deu para perceber o bom acerto do carro em curvas. De acordo com a GM, a aceleração de zero a 100 km/h com turbo ocorre em 10,1 segundos. Mas as retomadas no circuito gaúcho não empolgaram.
Com pouco tempo de uso é fácil aprender a utilizar os recursos básicos de informação e entretenimento da central multimídia. Os plásticos internos são simples, mas bem encaixados e uniformes.
Apesar da lista de itens recheada com equipamentos de série e opcionais, o Onix Premier ainda não tem aletas para trocas de marcha atrás do volante. As mudanças são feitas por um botão à esquerda da alavanca do câmbio, assim como no carro antigo. Este é um ponto a rever no próximo ano-modelo.
O espaço no banco traseiro melhorou, mas o porta-malas ainda é pequeno. Na verdade diminuiu de 280 para 275 litros.

RECALL PARA TODA A LINHA

Recentemente, a General Motors realizou um
recall para o Onix Plus, lançado em setembro, por risco de incêndio. De acordo com a montadora, 98,5% dos carros já atenderam à convocação.
O problema envolveu boa parte da equipe brasileira da General Motors e alguns profissionais de fora. Com a solução encontrada, a reprogramação do módulo de controle eletrônico do motor, os engenheiros “cobriram toda a faixa que faltava”, afirma o vice-presidente da GM para a América do Sul, Marcos Munhoz. Ele confia que o problema não voltará a se repetir.
Como os motores são comuns às duas carrocerias, a reprogramação envolveu também os hatches, mas neste caso antes que chegassem às concessionárias. “O trabalho foi feito na linha de produção”, recorda Munhoz.

Veja a seguir as versões, preços e conteúdo do novo Onix: