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Geraldo Alckmin: “O Brasil é um país muito caro”

Vice-presidente e ministro defende redução de riscos e segurança jurídica para que indústria seja mais competitiva
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Marcus Celestino

19 mar 2024

2 minutos de leitura

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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil é um país que ficou “muito caro antes de ficar rico”. A declaração foi dada na terça-feira, 19, durante o Seminário Descarbonização – Os Caminhos Para a Mobilidade de Baixo Carbono Para o Brasil. O evento ocorreu em Brasília (DF).

Alckmin defendeu a redução de riscos e segurança jurídica para que a indústria seja mais competitiva. “É fundamental que tenhamos uma agenda de competitividade para a redução do custo Brasil. O Brasil é um pais muito caro. Ficou caro antes de ficar rico”, disse.


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A fim de resolver tal questão, o governo lançou em janeiro a nova política industrial. Além dos financiamentos e subsídios na casa dos R$ 300 bilhões, o programa dispõe de projetos que visam a desburocratização e, por conseguinte, a redução do custo Brasil.

O vice-presidente enfatizou que tais iniciativas irão auxiliar o país a retomar a produtividade. Ele também destacou projeto de lei que tramita na Câmara sobre a depreciação “acelerada” para máquinas industriais.

Dessa forma, de acordo com o vice-presidente, R$ 3,4 bilhões serão disponibilizados para depreciar as máquinas em até dois anos. Por conseguinte, haverá modernização e aumento da produção nacional. A votação da pauta pode ocorrer ainda na terça-feira, 19.

Desenvolvimento sustentável

O vice-presidente comentou ainda que, para além das medidas econômicas, o desenvolvimento do país tem de ser sustentável. E, por isso, o seminário realizado na capital federal, se justifica. Alckmin garantiu que a administração Lula está empenhada em fomentar a produção de energia limpa, mas também atua em outras frentes.

“Se nós quiseremos reduzir, de fato, a emissão de carbono e gases de efeito estufa temos de focar em parar o desmatamento. A questão [principal] não é o escapamento [dos veículos]. Um hectare de mata derrubada ou queimada equivale a uma emissão de 300 toneladas de carbono”, apontou.

Todavia, Geraldo Alckmin frisou a importância da matriz energética nacional, que, segundo ele, coloca o Brasil em posição favorável ante a outros países.

“Nós temos 55% das nossas usinas hidrelétricas, e 35% delas são eólicas ou solares”, salientou. 

Evidentemente, o vice e ministro também fez certo lobby em prol do, perdão pela cacofonia, etanol. “Nós temos que incentivar os combustíveis do futuro. O etanol, sem dúvidas, é um deles. Atualmente, 85% da nossa frota já é flex”, finalizou Alckmin.