
A Gestamp iniciou na quinta-feira, 4, as demissões na fábrica de Taubaté (SP). De acordo com o sindicato dos metalúrgicos local, a empresa demitiu 60 funcionários da unidade, pouco mais de um quarto do quadro que anunciou ter excedente, que é de 200 trabalhadores.
A medida não pegou bem na entidade de classe, que durante a semana iniciou negociações coma a fabricante para encontrar medidas que atenuassem o cenário para os trabalhadores. Por meio de nota, o sindicato afirmou que “houve desrespeito às conversas que estão em andamento”.
Ainda na nota, a entidade disse que está mantido o “objetivo de preservar ao máximo os postos de trabalho durante esse período de queda na produção da indústria automotiva”.
A Gestamp nos últimos meses verificou que havia um quadro de funcionários além da demanda do mercado. Caiu o volume de pedidos de seus principais clientes, a Volkswagen e a General Motors, cenário que levou a fabricante de autopeças a promover ajustes de produção.
Ambas as montadoras mantêm unidades produtivas na região onde a Gestamp está instalada. A VW de Taubaté promoveu ao longo do ano uma série de paradas e ajustes de produção por causa da falta de chips em suas linhas.
Já a GM de São José dos Campos (SP) anunciou na semana passada lay-off para 1,1 mil funcionários da fábrica que produz os modelos Chevrolet S10 e Trailblazer. Haverá a suspensão de um turno da unidade já este mês.
A fábrica da Gestamp em Taubaté opera atualmente em três turnos de segunda a sexta-feira, mas o ritmo deverá diminuir nos próximos dias, informou o sindicato.
