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Ghosn joga a toalha, renuncia ao comando da Renault

Após dois meses de prisão no Japão, Ghosn parece ter desistido de manter seus cargos na Renault
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Redação AB

22 jan 2019

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Após dois meses preso em Tóquio e de ter novamente seu pedido de fiança negado pela justiça japonesa, Carlos Ghosn parece ter jogado a toalha. Segundo reportagem da agência Reuters na terça-feira, 22, o executivo teria desistido de lutar para manter o último cargo que restava no Grupo Renault, onde ainda era CEO e presidente do conselho executivo (chairman) afastado desde a sua prisão, substituído interinamente por Thierry Bolloré. De acordo com fontes, a renúncia de Ghosn deverá ser anunciada formalmente em reunião extraordinária do conselho convocada para a quinta-feira, 24, atendendo às pressões do governo francês, maior acionista da empresa, que recentemente se pronunciou pedindo mudanças na liderança.
Em outra reportagem da agência Bloomberg, a Renault já teria os nomes para substituir o executivo. Bolloré, 55 anos, até então vice de Ghosn, seria promovido a CEO do grupo francês. Especula-se que o novo chairman será Jean-Dominique Senard, 65, de saída do comando da Michelin.
Acusado pela justiça japonesa de sonegar parte de sua remuneração quando também era CEO da Nissan, além de usar indevidamente fundos da empresa para benefício pessoal, Ghosn está preso e isolado desde 19 de novembro. Nissan e Mitsubishi já destituíram o executivo da presidência de seus conselhos. Na única audiência que teve com um juiz, ele negou as acusações e até o momento não se comunicou diretamente com nenhum veículo de comunicação.
Ainda segundo a Bloomberg, a direção da Renault e os advogados de Ghosn estariam revisando os termos da renúncia do comando da Renault, incluindo temas como um acordo de não-competição e valores da pensão por aposentadoria.