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Redação AB
Carlos Ghosn, CEO da aliança Renault Nissan, concedeu entrevista à editora-executiva da revista HSM Management, Adriana Salles Gomes, e deixou claro que tem um novo estilo: de especialista em crises, passa a antecipar-se aos problemas em vez de consertá-los, indo aonde o crescimento está.
O executivo ficou conhecido por recuperar a Renault e a Nissan, recorrendo a demissões em massa e ganhando a imagem de um gestor quase desumano, focado em custos. O ‘cost killer’ está mostrando que aquelas foram iniciativas apenas circunstanciais, em resposta às crises, diz Gomes.
“Há muitas alavancas para a performance: estratégias claras, inovação, motivação, comunicação. Redução de custo é uma só”, disse o executivo à jornalista.
Uma das apostas de Ghosn é a eletrificação dos veículos. Em dezembro começa a rodar o Nissan Leaf, que promete autonomia de 160 km (em condições ideais) e deverá receber incentivos de governo para se tornar acessível ao público a partir de um custo de US$ 34 mil. Nos Estados Unidos ele enfrentará o plug in Volt, da GM. Ambos terão garantia de oito anos ou 160 mil quilômetros para o conjunto de baterias.