
“Ninguém investe em uma fábrica com base em resultados recentes. O que aconteceu em 2013 não é indicativo do que poderá acontecer daqui a cinco anos”, justifica. “O mercado brasileiro continua sendo importante e não há temor de grande recuo. As análises preliminares que vimos já apontam para um crescimento moderado em 2014”, avalia.
Para Ghosn, os dois principais entraves ao crescimento no Brasil são a falta de infraestrutura e educação deficiente. “Todos os problemas vêm desses dois. São soluções de longo prazo que o País precisa buscar, assim poderá crescer mais e nem precisaria cobrar tantos impostos”, pondera.
AMBIÇÕES DA ALIANÇA SOBEM PARA 15% NO BRASIL
Ghosn disse que “já foi quase atingida” a meta de Renault e Nissan conquistarem 10% do mercado brasileiro de automóveis. De fato, em 2013 a participação da Renault começou a ser aproximar dos 7% (fechou em 6,6%) e a da Nissan foi de quase 2,2%. Não fossem as obras de ampliação que paralisaram a fábrica da Renault por dois meses e as cotas de importação do México que prejudicaram as vendas da Nissan, provavelmente os 10% já teriam sido atingidos. “Mas vamos alcançar este ano e assim teremos aqui a mesma média mundial de participação. Já pensamos em uma nova meta de 15%”, afirmou.
A projeção de Ghosn é que a Renault chegue perto de 10% e a Nissan de 5% do mercado brasileiro até 2016. O Brasil já é o segundo maior mercado mundial da Renault. Com a fábrica de Resende em plena operação, a expectativa é que o País se torne o quinto ou quarto maior da Nissan. “Queremos ser os líderes aqui entre as marcas japonesas”, enfatiza Ghosn.