
A fabricante também manterá temporariamente naquela unidade a produção do Classic. As informações são da reportagem do jornal O estado de S. Paulo, do site da Rede Vanguarda, emissora afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba, e do sindicato dos metalúrgicos local.
A General Motors alega ter 1.840 funcionários ligados à linha de montagem de veículos leves em São José dos Campos, onde emprega o total de 7,5 mil trabalhadores. Após a reunião, o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, afirmou: “Afastamos o perigo imediato da demissão em massa e vamos continuar brigando para manter todos os postos, mas o risco de corte não está totalmente afastado.”
Até a reunião, os metalúrgicos viviam a expectativa de que 1,5 mil a 2 mil postos de trabalho fossem fechados. O acordo entre a fabricante e o sindicato local foi assinado neste sábado, 4, após uma reunião de mais de nove horas no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). O diretor de relações institucionais da General Motors, Luiz Moan, afirmou que em quatro meses, o Classic deixará de ser produzido na unidade.
Neste período, apenas 900 metalúrgicos serão necessários no setor chamado MVA, sigla para Montagem de Veículos Automotores, que nos últimos 30 dias já deixou de produzir três carros, Corsa, Meriva e Zafira. O primeiro será substituído pelo projeto Ônix, que chega antes do fim do ano às revendas, e os outros deram lugar à minivan Spin, que tem opções de cinco e sete lugares.
Luiz Moan afirmou que a fábrica de São José dos Campos ainda pode ser incluída em um novo programa de investimentos, mas isso dependerá das negociações com o sindicato nos próximos dois meses. Na reunião deste sábado também estiveram presentes o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Manoel Messias de Melo, o secretário do Trabalho do Estado, Carlos Ortiz, e o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB). A reunião deveria ter ocorrido na prefeitura, mas foi alterada para o Ciesp na tarde do dia 3.
Nesta terça-feira, dia 7, ocorre uma assembleia para que o acordo seja aprovado pelos trabalhadores. Só a partir da aceitação é que as medidas serão colocadas em prática.