
As negociações previam que, inicialmente, seriam colocados em regime de layoff (suspensão temporária de contrato de trabalho) 650 funcionários, mas poderá chegar a até 798 nos próximos meses – exatamente o mesmo número de empregados que no mês passado regressou ao trabalho após cinco meses de afastamento, e que terão estabilidade até agosto próximo.
Ainda segundo o acordo entre sindicato e GM, todos empregados afastados vão receber o salário integral e bônus por participação nos resultados. Pelo regime de layoff brasileiro, a suspensão de contratos de trabalho pode durar até cinco meses no máximo e durante esse período parte dos vencimentos é bancada com fundos do seguro-desemprego e outra pela empresa. Além disso, os trabalhadores devem participar de cursos de qualificação enquanto estiveram fora da produção.
A planta da GM em São José tem 5,2 mil empregados e atualmente fabrica apenas dois veículos, a picape S10 e o SUV Trailblazer, além de motores, transmissões e outros componentes usados em outras fábricas da empresa no País.
A GM também adotou a suspensão temporária de contratos de trabalho na fábrica de SDão Caetano do Sul, no ABC paulista, onde 950 empregados estão afastados.