
Segundo Luiz Moan, diretor de relações institucionais da GM e presidente da Anfavea, as 150 unidades do sedã feitas diariamente em um turno de trabalho serão transferidas para a fábrica da GM de Rosário, na Argentina, “por razões econômicas”.
O Sindicato dos Metalúrgicos do Vale do Paraíba argumenta que a ação da montadora vai contra o acordo assinado em janeiro deste ano, que previa a produção do carro até 31 de dezembro e a manutenção de 900 postos de trabalho no setor MVA (Montagem de Veículos Automotores). Segundo o sindicato, todos os trabalhadores do MVA estão em licença remunerada desde 5 de agosto e deveriam retornar ao trabalho no próximo dia 26. A montadora, entretanto, prorrogou a licença até o dia 30.
O presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, diz que não aceitará o acordo. “Vamos procurar os governos federal e estadual, vamos à Justiça, mas, principalmente, vamos mobilizar os trabalhadores para impedir essa medida.”
Está marcada uma assembleia na quarta-feira, 21, às 10h, com os trabalhadores. E uma nova reunião entre GM e sindicato deve acontecer na sexta-feira, 23, às 8h, no Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José dos Campos.