
Dois desses veículos serão produzidos na unidade de Gravataí, no Rio Grande do Sul. Um deles deve ser mais barato que o Celta.
A montadora está concluindo a aplicação de US$ 1,5 bilhão iniciada em 2007 visando à criação da família Viva, que originou um veículo a ser produzido em Rosário, Argentina. O hatch terá o nome de Agile e será lançado até o final do ano. Parte da verba seria destinada, ainda, à construção da fábrica de motores em Joinville, SC.
Sem revelar maiores detalhes, Ardila afirmou que a nova família de veículos será desenvolvida no país.
O empréstimo para viabilizar o desenvolvimento viria do BNDES, com o suporte e garantia de bancos como o Banrisul e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul.
A jornalista considera que o momento é estratégico para o anúncio da General Motors no Brasil, após a empresa emergir da concordata nos Estados Unidos. Segundo ela, o presidente Lula receberá a notícia de forma oficial em Brasília. Depois será a vez de Yeda Crusius, governadora do Rio Grande do Sul.
Dia 16 de junho o jornal Zero Hora já havia antecipado que a GM buscava recursos para investir US$ 1 bilhão com vistas ao lançamento de um carro popular, utilizando recursos do BNDES.
O relato do jornal gaucho ocorreu após um encontro no Palácio Piratini entre a governadora Yeda Crusius, o vice-presidente da GM no país, José Carlos Pinheiro Neto, e o diretor de assuntos institucionais da montadora, Luiz Moan.
Opel ou Daewoo?
Ardila tem afirmado repetidamente que o fluxo de remessas para a matriz terminou e que a subsidiária brasileira passa a ser independente do ponto de vista financeiro. Ele disse recentemente que a linha de produtos Chevrolet no país deve ser inteiramente renovada até 2012.
A GM tem garantido que terá acesso a tecnologias desenvolvidas pela matriz, pela unidade australiana ou pela Opel, até agora fonte importante de projetos para a GMB que passará a ter participação menor da montadora norte-americana com a venda de ações à Magna.
Mas é na Coréia que a GMB já tem um parceiro importante em suas estratégias: a GM Daewoo. No país asiático a marca desenvolve plataformas compactas (do tamanho de um Astra) e pequenas (Corsa ou Celta) que devem se tornar globais, com a ajuda de uma equipe sob o comando do brasileiro William Bertagni, diretor da GM Daewoo.
A fábrica de Gravataí, apontada como modelo de eficiência na corporação GM, precisará de uma nova linha de montagem para atender aos novos programas.
Cada trabalhador da unidade produz o equivalente a 135 carros por ano e a manufatura custa US$ 500 a menos que nas outras unidades do grupo. Em São Caetano a média é de 90 carros por ano.
Fontes: Estadão e Automotive Business.