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GM Brasil vende US$ 500 milhões em serviços de engenharia

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pedro

28 jul 2011

3 minutos de leitura

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Pedro Kutney, AB

Quando o câmbio não deixa exportar produtos manufaturados, o melhor é vender inteligência. É exatamente isso que está fazendo o centro de desenvolvimento da General Motors no Brasil – um dos cinco da companhia no mundo. Este ano o a GM deverá exportar de São Caetano (SP) para diversas subsidiárias da companhia no mundo cerca de US$ 500 milhões, conforme projeta Jaime Ardila, presidente da GM América do Sul. O valor é 66% superior ao de 2010, de US$ 300 milhões.

“O Brasil se tornou um grande centro de serviços de engenharia automotiva para mercados emergentes onde a GM atua”, explica Ardila. Inicialmente, em 2006, o centro havia sido pensado como referência mundial da companhia para desenvolvimento de picapes médias, mas ao longo dos últimos anos isso mudou. O País continua a ser base para projetos de picapes médias, contudo assimilou várias outras funções.

Todo o desenvolvimento em duas dimensões (2D) para a GM no mundo todo está sendo feito atualmente no Brasil, conta Ardila. Outros conhecimentos também são exportados de São Caetano: “Desenvolvemos aqui diversas arquiteturas para novos modelos e somos referência para engenharia de motores flex”, diz o executivo.

Com esse desempenho, o centro de desenvolvimento brasileiro mais do que pagou o mais recente investimento, de US$ 100 milhões, feito na unidade em 2008. Mais: no primeiro semestre, foi responsável por 40% das exportações da empresa e tornou a GM a maior exportadora (em valores) do setor automotivo nacional. Também superou o centro da Coreia do Sul, criado para desenvolvimento de carros compactos, em projetos para mercado emergentes. “A Coreia já é um mercado maduro e está projetando modelos pequenos mais para Europa e Estados Unidos”, revela Ardila.

Hoje trabalham no centro brasileiro 1,5 mil engenheiros, 650 técnicos e 250 designers. Depois de desenvolver toda a família Agile, os mais novos projetos do centro de desenvolvimento da GM Brasil puderam ser vistos no último Salão de Buenos Aires: o sedã Cobalt e a picape média Colorado Rally – esta com toda a pinta de ser a substituta da S10, fabricada em São José dos Campos (SP). A picape tem cara de projeto global, enquanto o Cobalt “é um sedã médio totalmente novo, montado sobre uma nova plataforma ainda inédita na GM, que poderá ser vendido em mercado emergentes”, segundo Ardila.

Pedro Manuchakian, vice-presidente de engenharia da GM América do Sul, conta que os dois protótipos estão sendo desenvolvidos há três anos. Pela aparência de ambos, falta pouco para chegarem às ruas.


Colorado Rally antecipa nova S10


Cobalt: sedã médio para mercados emergentes