
A medida, anunciada no dia 1º deste mês afeta 2.200 do total de 5 mil trabalhadores que atuam na unidade, onde são fabricados os modelos S10 e Trailblazer. Eles ficarão em casa entre 13 de fevereiro e 2 de março próximo. Segundo o sindicato, as vendas para o México representam 27% da produção total da GM em São José dos Campos.
Em assembleia realizada na manhã da quinta-feira, 9, os trabalhadores aprovaram uma mobilização na fábrica contra a ameaça de cortes de empregos. Uma nova reunião entre a entidade e a GM está agendada para a próxima quarta-feira, dia 15.
“Quando Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, o governo brasileiro disse que seria uma oportunidade para o Brasil vender seus produtos. No entanto, o que vemos é o contrário. No Vale do Paraíba, empresas como GM, Volkswagen e Embraer dependem diretamente das exportações, que registraram alta no último período e ajudaram a segurar os empregos. Este quadro agora está ameaçado e o governo brasileiro precisa tomar providências”, afirma o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.
O sindicato diz que vai pedir uma audiência pública com os ministros do MDIC e das Relações Exteriores para debater o assunto das exportações ao México.
FÁBRICA EM SÃO CAETANO TAMBÉM TERÁ FÉRIAS COLETIVAS E ABRE PDV
A unidade de São Caetano do Sul, em São Paulo, também dará férias coletivas para 6 mil trabalhadores entre 25 de fevereiro e 27 de março. Além disso, a empresa estendeu por mais 70 dias o layoff de 754 empregados, cujo prazo encerraria na quinta-feira, 9.
O novo período passa a valer do dia 10 deste mês até 19 de abril próximo. Segundo o sindicato local, a GM alegou ajustes na produção devido à queda geral do mercado de veículos.
Também foi aberta em São Caetano um programa de demissão voluntária (PDV) para os empregados horistas entre os dias 8 e 13 deste mês.