“Após seis horas de reunião com a GM foi a proposta que encontramos para evitar demissões”, afirmou na quinta-feira, 14, o presidente do sindicato dos metalúrgicos de São Caetano do Sul, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, após o encontro com representantes da montadora.
A unidade da GM no ABC paulista é responsável pela produção dos modelos Cruze, versões hatch e sedã, Spin, Cobalt e Montana e tem atualmente 1,3 mil funcionários afastados, sendo 467 em licença remunerada e 854 em layoff, sendo que para estes últimos, o prazo encerra em 9 de junho. Os funcionários que entrarem no sistema a partir da segunda-feira, 18, deverão permanecer afastados por cinco meses, com garantia de estabilidade por mais seis meses, informa o sindicato.
“Estamos discutindo alternativas com a empresa. Nosso objetivo neste momento é ganhar tempo evitando as demissões para que a economia nacional possa dar respostas e assim possam manter o emprego desses trabalhadores”, acrescentou.
Nesta semana, a montadora já havia anunciado a demissão de 150 funcionários em São Caetanos do Sul (leia aqui).
GRAVATAÍ
Na fábrica da GM em Gravataí (RS) a empresa já manifestou a intenção de fechar o terceiro turno, que emprega 1,5 mil metalúrgicos, somando cerca de 3 mil funcionários em todo o complexo industrial. Ainda não há definição sobre a situação, uma vez que montadora e sindicato ainda mantêm as negociações.
A unidade, que monta os modelos Onix, Prisma e Celta, viu seu ritmo de produção diminuir de 62 para 55 veículos por hora, representando uma queda de 11,5% na produção diária. Segundo o sindicato da região, o estoque na fábrica está em 16 mil unidades, embora o sindicato dos cegonheiros aponta que os pátios já comportam cerca de 20 mil unidades.