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GM colocará 900 funcionários em layoff em São Caetano do Sul

Os trabalhadores da fábrica da General Motors de São Caetano do Sul (SP) aprovaram por unanimidade, em assembleia realizada na tarde de sexta-feira, 15, a proposta da montadora em colocar 900 funcionários em regime de layoff a partir da segunda-feira, 18. Por causa da queda na produção, a empresa quer prorrogar a medida para os 386 trabalhadores que já estava em layoff e acrescentar outros 514 metalúrgicos por um período de cinco meses.
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Redação AB

15 mai 2015

2 minutos de leitura

“Após seis horas de reunião com a GM foi a proposta que encontramos para evitar demissões”, afirmou na quinta-feira, 14, o presidente do sindicato dos metalúrgicos de São Caetano do Sul, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, após o encontro com representantes da montadora.

A unidade da GM no ABC paulista é responsável pela produção dos modelos Cruze, versões hatch e sedã, Spin, Cobalt e Montana e tem atualmente 1,3 mil funcionários afastados, sendo 467 em licença remunerada e 854 em layoff, sendo que para estes últimos, o prazo encerra em 9 de junho. Os funcionários que entrarem no sistema a partir da segunda-feira, 18, deverão permanecer afastados por cinco meses, com garantia de estabilidade por mais seis meses, informa o sindicato.

“Estamos discutindo alternativas com a empresa. Nosso objetivo neste momento é ganhar tempo evitando as demissões para que a economia nacional possa dar respostas e assim possam manter o emprego desses trabalhadores”, acrescentou.

Nesta semana, a montadora já havia anunciado a demissão de 150 funcionários em São Caetanos do Sul (leia aqui).

GRAVATAÍ

Na fábrica da GM em Gravataí (RS) a empresa já manifestou a intenção de fechar o terceiro turno, que emprega 1,5 mil metalúrgicos, somando cerca de 3 mil funcionários em todo o complexo industrial. Ainda não há definição sobre a situação, uma vez que montadora e sindicato ainda mantêm as negociações.

A unidade, que monta os modelos Onix, Prisma e Celta, viu seu ritmo de produção diminuir de 62 para 55 veículos por hora, representando uma queda de 11,5% na produção diária. Segundo o sindicato da região, o estoque na fábrica está em 16 mil unidades, embora o sindicato dos cegonheiros aponta que os pátios já comportam cerca de 20 mil unidades.