“Com esse trabalho ano a ano a qualidade dos fornecedores vem aumentando, com o cumprimento das metas”, diz Cicerone. Ele esclarece que a conformidade das empresas da cadeia de suprimentos é medida por 13 métricas diferentes, que incluem não só padrões de qualidade, mas também aspectos como pontualidade de entrega, tanto de peças para a produção como nos projetos de engenharia. Qualquer atraso tira pontos do fornecedor.
Cicerone conta que os 55 premiados este ano no Supplier Quality Excellence Award são considerados os fornecedores nota A. Eles representam 18% do universo de 300 empresas que compões a cadeia de suprimentos da GM no País. Na outra ponta, com avaliações D e E, estão cerca de 20 fornecedores e os demais estariam dentro da média B e C. “É a maioria, mas não quer dizer que essas têm problemas insolúveis. Às vezes por causa de um pequeno problema, como um atraso, a empresa perde pontos, porque as medições são rígidas, e assim deixa de figurar na lista das melhores”, explica.
PROBLEMAS DO MERCADO
Apesar do resultado positivo das medições este ano, com mais empresas incluídas entre as melhores, Cicerone reconhece que a situação de baixa do mercado também trouxe problemas de qualidade, com perda de pessoal mais experiente por causa de demissões nos fornecedores.
“Nossa intenção é sempre procurar ajudar o fornecedor da melhor forma possível, com ferramentas de contenção para detectar problemas antes mesmo que eles aconteçam”, diz o diretor de qualidade. Segundo ele, os que têm os piores resultados precisam de um trabalho mais intenso e próximo de auditoria e orientação. “Quase sempre o problema central é de gestão, de estrutura da empresa, que mistura as gestões de manufatura e qualidade em uma só função, por exemplo.”
Cicerone afirma que continua como prioridade o atual programa de nacionalização de componentes para fornecimento à GM Brasil. “Essa virou uma prioridade muito forte na empresa, especialmente para atender aos requisitos do Inovar-Auto.”
Dentro do programa de investimento no Brasil de R$ 6,5 bilhões para o período 2014-2018 anunciado recentemente pela GM, estava prevista a localização de US$ 1 bilhão em compras, dos quais US$ 700 milhões já estavam contratados até outubro, segundo confirmou Santiago Chamorro, presidente da subsidiária brasileira (leia aqui).