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Foto: vice-presidente da GM, Marcos Munhoz, assina protocolo de intenções para construção da nova fábrica de transmissões em Joinville (SC), ao lado do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, do vice-governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira e de Luiz Moan, diretor de Assuntos Institucionais da companhia.
Redação AB
A General Motors confirmou a construção de uma fábrica de transmissões em Joinville (SC). A unidade receberá investimento de R$ 710 milhões e será levantada dentro do mesmo complexo onde fica a planta de motores, que está em estágio final de obras. O protocolo de intenções para a instalação da unidade foi assinado na quinta-feira, 23, em cerimônia que reuniu o governador do Estado, Raimundo Colombo, o prefeito do município, Carlito Merrs e o vice-presidente da companhia, Marcos Munhoz.
Com previsão de início da operação em 2014, a nova fábrica terá capacidade para produzir 150 mil transmissões por ano na primeira fase. A General Motors adianta que a unidade será responsável por fabricar uma nova transmissão de seis marchas. Metade do volume saído da planta vai substituir importações e atender à demanda do mercado local, substituindo importações. O restante será exportado para a Europa.
Em comunicado, Munhoz avalia que o projeto confirma a “importância do Brasil no cenário automotivo internacional, como centro produtor determinado a superar desafios estruturais para ser competitivo.” Com previsão de faturamento de R$ 200 milhões, a unidade deve gerar 350 postos de trabalho na primeira fase. A planta terá área construída de 50 mil metros quadrados.
ATRASO EM JOINVILLE
A confirmação da unidade de transmissões é mais uma etapa do atrasado plano da General Motors para a unidade de Joinville. A companhia anunciou a construção da fábrica de motores na região no primeiro semestre de 2008 (leia aqui) com capacidade para 120 mil propulsores e 50 mil cabeçotes de alumínio por ano.
O projeto foi protelado diversas vezes por conta da crise financeira internacional e das chuvas na região. Em abril de 2011, cerca de três anos após o anúncio da construção da unidade, a companhia iniciou as obras. A planta consumiu R$ 350 milhões em investimentos e terá capacidade maior do que a prevista inicialmente: 120 mil motores e 200 mil cabeçotes. O início da operação está previsto para este ano.