
De acordo com a reportagem, São Caetano produz modelos que deveriam estar sendo montados na fábrica de São José dos Campos (SP), mas a falta de entendimento com o sindicato dos metalúrgicos tirou dali pelo menos R$ 1,5 bilhão para a produção do sedã Cobalt e da minivan Spin.
Assim, enquanto a reestruturação da unidade de São Caetano do Sul (SP) permitiu a montagem em três turnos de cerca de 25 mil unidades mensais distribuídas entre Cobalt, Spin, Montana, Classic e Cruze, o setor de Montagem de Veículos Automotores (MVA) de São José dos Campos fabrica cerca de 3,2 mil unidades do Classic em um turno.
Ainda segundo o jornal, para realizar as mudanças que ampliarão de 210 mil para 270 mil veículos a capacidade da fábrica de São Caetano do Sul, as atividades foram suspensas por duas semanas em 2011 e outras duas em 2012. A maior parte do serviço ocorreu em paralelo à produção, nos fins de semana e feriados.
A linha recebeu 158 novos robôs para solda e quatro para pintura. Com as modificações, a unidade ganhou 16 mil metros quadrados de área construída, que totalizam agora 322 mil m². Em entrevista ao Estadão, o presidente da General Motors da América do Sul e Brasil, Jaime Ardila, admitiu que a construção de uma nova fábrica no Brasil seria uma das soluções para ampliar a capacidade produtiva anual, caso o mercado doméstico continue crescendo em índices próximos a 5% ao ano. A montadora deve anunciar um novo plano de investimentos no segundo trimestre deste ano.